Territorialização da soja no contexto da agricultura familiar na fronteira Brasil/Uruguai

Tatiane Almeida Netto, Daiane Loreto de Vargas

Resumo


Este trabalho objetiva compreender as transformações que vem ocorrendo no Pampa, em função da territorialização da soja, analisando os impactos dessas mudanças no território, especialmente referente a inserção dos agricultores e pecuaristas familiares nesse sistema de produção. O espaço de análise se concentra na zona de fronteira dos municípios de Santana do Livramento/BR e Rivera/UY. Metodologicamente, foi realizada uma pesquisa de caráter qualitativo, tomando como base dados secundários, pesquisa bibliográfica e documental, e ainda, a pesquisa de campo com agricultores familiares e técnicos. Os resultados identificam uma reconfiguração territorial do espaço rural, notabilizando-se pela implantação da sojicultora, minimizando a histórica participação da pecuária na referida região.


Palavras-chave


Pampa; Monocultura da soja; Território; Agricultura e pecuária familiar

Texto completo:

PDF/A

Referências


BARTRA, A. Del Capitan Swing a José Bové: los trabajadores del campo contra el hombre de hierro. Análisis Latinoamericano del medio rural. Nueva época Nº4. VII Congreso de la Asociación Latinoamericana de Sociología Rural (ALASRU). Universidad Autónoma de Chapingo. Chapingo México.2006.p. 137-156.

BILENCA, D. MIÑARRO, F. Identificación de Áreas Valiosas de Pastizal (AVPs) em las Pampas y campos de Argentina, Uruguay y Sur de Brasil. Fundación Vida Silvestre Argentina. Buenos Aires. 2004. p. 353.

CANCELIER, J. W; KASSOL, K, P; NETTO, T. A. A ação do capital no território do Pampa. In: WIZNIEWSKY, C.R.; F.; FOLETO, L. M. (Org.) s. Olhares sobre o Pampa: um território em disputa. Porto Alegre: Editora Evangraf, p.169-179, 2017.

CHOMENKO, L. Transformações estruturais no Pampa. In: WIZNIEWSKY, C.R.; F.; FOLETO, L. M. (Org.) s. Olhares sobre o Pampa: um território em disputa. Porto Alegre: Editora Evangraf, p.62-77, 2017.

DAVID, C. De. Antropologia das populações rurais. 1. ed. NTE, UAB, UFSM. E-book. Santa Maria, RS, 20

FERNANDES, B. M. Movimentos socioterritoriais e movimentos socioespaciais: contribuição teórica para uma leitura geográfica dos movimentos sociais. Revista NERA – ANO 8, N. 6 – jan./jun. de 2005. p.24-34.

FIGUERÓ, A. S. Transformações na paisagem do Pampa: a territorialização do capital e a monopolização do território. In: WIZNIEWSKY, C.R.; F.; FOLETO, L. M. (Org.) s. Olhares sobre o Pampa: um território em disputa. Porto Alegre: Editora Evangraf, p.140-168, 2017.

HAESBAERT, R. da C. O mito da desterritorialização: do “fim dos territórios” à multiterritorialidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. Produção Agrícola Municipal 2013. Rio de Janeiro: IBGE, 2014

INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA. Relatório Ambiental do Projeto de Assentamento Santo Ângelo: Sant’Ana do Livramento/RS. Porto Alegre, 2006.

LAMARCHE, H. (Coord.) A Agricultura Familiar: comparação internacional. Tradução: Ângela Maria Naoko Tijiwa. Campinas, SP, Editora da UNICAMP, 1993.

MGAP. Registro de productores familiares. 2014. Disponível em: . Acesso em: 24 jun. 2015.

BRASIL. MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL. Secretaria de Programas Regionais. Programa de Desenvolvimento da Faixa de Fronteira. Proposta de Reestruturação do Programa de Desenvolvimento da Faixa de Fronteira/Ministério da Integração Nacional, Secretaria de Programas Regionais, Programa de Desenvolvimento da Faixa de Fronteira – Brasília: Ministério da Integração Nacional, 2005.

MORAES, M. I. Estado de la cuestión agraria en el Uruguay y fuentes para su estudio. América Latina en la Historia Económica, [S.l.], p. pp. 35-50, jan. 1998.

MOSCATELLI, M. Uruguay. La propuesta del batllismo: democracia política+ democracia social, una combinación ideal para una democracia real. La Trama de la Comunicación, v. 4, p. 327-339, 1999.

NABINGER, C. et, al. Produção animal com base no campo nativo: aplicações de resultados de pesquisa. In: PILLAR, V.P.; MÜLLER, S.C.; CASTILHOS, Z.M.S. e JACQUES, A.V.A. (Org.)s. Campos Sulinos, conservação e uso sustentável da biodiversidade. 1. ed. Brasília/DF: Ministério do Meio- Ambiente p. 175-198, 2009

PEDON, N. R. Movimentos Socioterritoriais: Uma Contribuição Conceitual à Pesquisa Geográfica. Tese Doutorado (Programa de Pós-graduação em Geografia da FCT - Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNESP -Universidade Estadual Paulista). Presidente Prudente, 2009.

PIÑEIRO, D. Asalto a la Tierra: el capital financiero descubre el campo uruguayo. In: (Org.) Guillermo Almeyra, João Márcio Mendes Pereira, Luciano Concheiro, Carlos Walter Porto-Gonçalves. Capitalismo, terra e poder na América Latina (1982-2012). Editora Siglo XXI. México.2012.

RAFFESTIN, Cl. Por uma geografia do poder. Tradução de Maria Cecília França. São Paulo: Ática, 1993.

ROCHA, J. M. da. As raízes do declínio econômico da “Metade Sul” do Rio Grande do Sul – uma análise da racionalidade econômica dos agentes produtivos da região. Primeiras Jornadas de História Regional Comparada, 1., 2000, Porto Alegre. Anais... Porto Alegre: Fee, 2000. Online. Disponível em: Acesso em 12 de dez. de 2018.

SANTOS, M. (Org.). Território: globalização e fragmentação. São Paulo: HUCITEC, 1994.

SANTOS, M. Técnica, espaço, tempo: globalização e meio técnico-científico informacional. 4. ed. São Paulo: Hucitec, 1998.

SCHNEIDER, S. Agricultura familiar e desenvolvimento rural endógeno: elementos teóricos e um estudo de caso. In: FROEHLICH, J.M.; DIESEL, V (Org)s. Desenvolvimento Rural: tendências e debates contemporâneos. Unijuí, Ijuí. 2006.




DOI: https://doi.org/10.5007/1982-5153.2019v34n71p428

Geosul, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. eISSN 2177-5230

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.