O Furacão Catarina e a Floresta Ombrófila Mista no Parque Nacional de Aparados da Serra, sul do Brasil

Autores

  • Robson Santos Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)
  • Guilherme Alves Elias Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)
  • Humberto de Bona Martins Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)
  • Peterson Teodoro Padilha Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)
  • Jhoni Caetano Souza Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)
  • Vanilde Citadini-Zanette Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)

DOI:

https://doi.org/10.5007/2177-5230.2015v30n60p109

Palavras-chave:

Distúrbio, Ciclone tropical, Florística, Fitossociologia

Resumo

A região sul do Brasil foi atingida em março de 2004 pelo Furacão Catarina que causou queda de árvores pelos fortes ventos. Para avaliar a influência do furacão foram amostrados os indivíduos arbóreos em 100 parcelas contíguas de 10 x 10m, demarcadas na Floresta Ombrófila Mista Altomontana do Parque Nacional de Aparados da Serra, localizado na região Sul do Brasil. Dos indivíduos amostrados no levantamento, 5% foram tombados pelos ventos do furacão. A altura média das árvores caídas foi de 8 m, variando entre 4 e 11 m. As espécies secundárias tardias e clímax, que ocorrem com baixa densidade (raras) na floresta e que requerem grandes áreas, o furacão pode ser um evento crítico na dinâmica da população. Embora, os danos ocorridos no Parque tenham sido classificados como pequenos foram responsáveis pela mudança na estrutura da comunidade arbórea, abrindo clareiras que estimulou a regeneração daquele ecossistema.

Biografia do Autor

Robson Santos, Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)

Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (1984), graduação em Química Industrial pela Universidade do Sul de Santa Catarina (1990), mestrado em Microbiologia Agrícola e do Ambiente pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1997) e doutorado em Engenharia Mineral pela Universidade de São Paulo (2003). Atualmente é professor adjunto da Universidade do Extremo Sul Catarinense. Tem experiência na área de Botânica, com ênfase em Florística e Ecologia de Florestas, atuando principalmente nos seguintes temas: recuperação de ambientes alterados, floresta atlantica e restinga.

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Publicado

2015-12-23

Edição

Seção

Artigos