Entre peixes e humanos: o conflito pesca e conservação ambiental no litoral sul do Brasil

Autores

  • Andreza Martins Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH)/ Universidade Federal de Santa Catarina http://orcid.org/0000-0002-2726-6525
  • Leila Christina Dias Programa de Pós-Graduaçào em Geografia/ Universidade Federal de Santa Catarina
  • Ademir Antonio Cazella Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas/Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.5007/2177-5230.2015v30n60p7

Palavras-chave:

redes, pesca, conflito ambiental, unidades de conservação

Resumo

Em um cenário atual de mudanças climáticas, sobrepesca, esgotamento generalizado dos recursos pesqueiros marinhos associados ao aumento exponencial da demanda per capita mundial pelo consumo de peixes e derivados, a delimitação de espaços marinhos protegidos continua a ser adotada, em escala global, como a principal ferramenta política territorial para salvaguarda dos ambientes marinhos. Partindo da análise da rede de atores associados à pesca em uma área marinha protegida no litoral sul do Brasil, demonstramos que embora a criação de espaços protegidos seja fundamental para minimizar impactos humanos sobre ambientes marinhos e oceânicos, a iniciativa isolada não limita a pressão antrópica. Nesse sentido, evidenciamos que são as estratégias dos atores localizados em distintas escalas espaciais de atuação política que sustentam, de fato, a geração de acordos e parcerias passíveis de gerar melhorias para conservação marinha. 

Biografia do Autor

Andreza Martins, Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH)/ Universidade Federal de Santa Catarina

Mestre em Geografia (2012) e Bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC (2001). Doutoranda do Programa Interdisciplinar em Ciências Humanas e integrante do Instituto de Pesquisas em Risco e Sustentabilidade (IRIS) da UFSC. Trabalha ainda como consultora ambiental nas áreas de governança socioambiental, mobilização social, planejamento e elaboração de projetos socioambientais. Coordenou o Programa de Educação Ambiental do Município de Garopaba: Mostra Prof. José Lutzenberger. Foi coordenadora técnica das ações da ONG Fundação Gaia em Santa Catarina. Trabalhou junto ao Núcleo de Educação Ambiental do IBAMA/SC desenvolvendo ações integradas para gestão participativa das Unidades de Conservação Marinho-costeiras de SC. Integrou a equipe de trabalho de direcionamento estratégico das Ações de Gestão Territorial da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca. Foi coordenadora de pesquisa do Instituto Baleia Franca com sede em Garopaba/SC. Tem experiência nas áreas de biologia, geografia e sociologia ambiental, atuando principalmente na interface ambiente e sociedade Pesquisa e publica sobre conflitos ambientais e territoriais em espaços marinhos e costeiros; populações humanas em espaços naturais protegidos; transformação territorial em zonas costeiras; mudanças climáticas marinhas; mercados globalizados de pescado; teoria sociológica ambiental; governança ambiental marinha.

Leila Christina Dias, Programa de Pós-Graduaçào em Geografia/ Universidade Federal de Santa Catarina

Bacharel, Licenciada e Mestre em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, doutora em Geografia ­ Universite de Paris IV (Paris­Sorbonne) (1991) e pós­ doutora em Geografia ­ Universite de Paris I (2000). Atualmente é professor associado IV da Universidade Federal de Santa Catarina. Foi presidente da Associação Nacional de Pós­Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR) no biênio 2009­2011, e membro titular do Comitê de Assessoramento de Arquitetura, Demografia, Geografia, Turismo e Planejamento Urbano e Regional (CA­SA) do CNPq para o triênio 2011­2014. É membro dos conselhos editoriais e científicos das Revistas: Ágora (UNISC), Boletim Campineiro de Geografia, Boletim Gaucho de Geografia, Cadernos Metrópole, Cidades, Geosul, Geotextos, GeoUERJ, Interações ­ Revista Internacional de Desenvolvimento Local, Revista da ANPEGE, Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, Revista DRd­Desenvolvimento Regional em debate, Revista Espaço Aberto,Revista GEOgraphia, Revista Mercator. Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Humana e Econômica, atuando principalmente nos seguintes temas: rede urbana, organização territorial e rede financeira.

Ademir Antonio Cazella, Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas/Universidade Federal de Santa Catarina

Ademir Antonio Cazella é graduado em Agronomia pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC (1986), com mestrado em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro -UFRRJ (1992) e doutorado em Science de l'Homme et de la Société - Centre d'Etudes Supérieures d'Aménagement -Tours/França (2000). Entre agosto e novembro de 2012 realizou uma formação (Bolsa de Estágio Sênior da CAPES) na França junto ao Agrosup de Dijon e AgroParisTech sobre os temas do acesso à terra e do ordenamento fundiário. É professor da área de desenvolvimento rural da UFSC e integra o corpo docente do Programa de Pós-graduação em Agroecossistemas, do qual é coordenador desde maio de 2012. Coordenada o Laboratório de Estudos da Multifuncionalidade Agrícola e do Território (LEMATE) e é membro do Observatório de Políticas Públicas para a Agricultura (OPPA) do Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA/UFRRJ). Atua com os seguintes temas de pesquisa: desenvolvimento territorial sustentável, ordenamento territorial e fundiário, descentralização de políticas públicas de desenvolvimento rural, sistemas financeiros territoriais com ênfase na inclusão social e multifuncionalidade agrícola.

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Publicado

2015-12-23

Edição

Seção

Artigos