Análise empírica da fragilidade ambiental na microrregião Rio Vermelho (GO)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2177-5230.2021.e74266

Palavras-chave:

Geotecnologias, Fragilidade Potencial, Fragilidade Emergente, Paisagem Geográfica

Resumo

A pesquisa teve como objetivo identificar níveis hierarquizados de fragilidade ambiental na Microrregião Geográfica Rio Vermelho (GO), como forma de subsidiar tomada de decisão e planejamento de uso sustentável dos recursos naturais. Para tanto, adotou-se a proposta metodológica de Ross (1994), com base nas variáveis ambientais de dissecção do relevo, pluviometria, tipo de solo e uso e cobertura da terra, e a utilização de Geotecnologias de Informação na determinação de informações de síntese referentes à Fragilidade Potencial e Fragilidade Emergente. Os resultados obtidos para a Fragilidade Potencial consistem em quatro classes hierarquizadas que são: muito fraco (37,57 %), seguida da classe médio (32,81 %), fraco (29,13 %) e forte (0,49 %). Para a Fragilidade Emergente foram geradas três classes   hierárquicas de fragilidade, predominando a classe fraco ocupando (69,04 %), seguido da classe médio (30,94 %) e forte (0,02 %).

Biografia do Autor

Cleonice Batista Regis Soares, Universidade Federal de Goiás - UFG, Regional Jataí.

Mestre (2020) em Geografia pela Universidade Federal de Goiás - Regional Jataí, Especialização em Gestão do Território: Detecção Remota e Sistemas de Informações Geográficas pela Universidade Nova de Lisboa, Licenciada e Bacharel (1995) em Geografia pela Universidade Federal de Goiás.

Alécio Perini Martins, Universidade Federal de Jataí - UFJ

Pós-Doutor (2020) em Geografia Física pela Universidade de São Paulo. Doutor (2015), Mestre (2009), Licenciado e Bacharel (2007) em Geografia pela Universidade Federal de Uberlândia. Docente nos cursos de Graduação e Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal de Jataí. Tem experiência na área de Geografia, atuando nos temas: Geoprocessamento, Sensoriamento Remoto, Planejamento Ambiental, Climatologia e Mudanças Ambientais.

Referências

ANA - Agência Nacional de Águas (Brasil). Levantamento da Agricultura Irrigada por Pivôs Centrais no Brasil - 2014: Relatório Síntese / Agência Nacional de Águas. Brasília: ANA, 2016.

ARCGIS. Versão 10.6.1®. [s. l.]. ESRI, 2018.

BERTONI, J. C.; LOMBARDI NETO, J. Conservação do solo. 4 ed. São Paulo – SP: Icone. 355 p., 1999.

CARVALHO, N.O. Hidrossedimentologia Prática. CPRM – Companhia de Pesquisa em Recursos Minerais – RJ: Brasil. 372 p., 1994.

DONHA, A. G.; SOUZA, L. C. D. P.; SUGAMOSTO, M. L. Determinação da fragilidade ambiental utilizando técnicas de suporte à decisão e SIG. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v. 10, n. 1, p. 175–181, 2006.

DUARTE, M.M. et al. Visualização da fragilidade ambiental do município de Frederico Westphalen (RS) com a utilização de geotecnologias. Enciclopédia Biosfera, Centro Científico Conhecer, Goiânia, v.10, n.18; p.1263-1275, 2014.

EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Serviço Nacional de Levantamento e Conservação de Solos (Rio de Janeiro, RJ). Súmula da 10. Reunião Técnica de Levantamento de Solos. Rio de Janeiro, 1979. 83p.

FREITAS, M.W.D.; SANTOS, J.R. Zoneamento hierárquico da paisagem nos domínios da bacia do Rio Uruguai. Soc. & Nat., Uberlândia, v. 26, n.2 p. 287-300, mai/ago.2014.

GUIMARAES, F.S. et al. Uma proposta para automatização do índice de dissecação do relevo. Revista Brasileira de Geomorfologia (Online), São Paulo, v.18, n.1, Jan/Mar, p.155-167, 2017.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Base Cartográfica - 2016. Disponível em: http://www.ibge.gov.br. Acesso em: 10 mar. 2017.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico de 2010. Disponível em: http://www.ibge.gov.br. Acesso em: 15 abr. 2018.

IMB - Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos. Estatísticas Municipais (Séries Históricas). Disponível em: http://www.imb.go.gov.br/. Acesso em: 15 abr. 2018.

IMB - Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos. Mapeamento de pivô central - 2016. 2017. Disponível em: http://www.imb.go.gov.br/. Acesso em: 10 fev. 2018.

INPE – Instituto Nacional de Pesquisa Espacial. Divisão de geração de imagens. Disponível em: http://www.dgi.inpe.br/es/dgi. Data de acesso: 01 fevereiro de 2016.

KAWAKUBO, F. S. et al. Caracterização empírica da fragilidade ambiental utilizando geoprocessamento. In: Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto - SBSR, 12, Goiânia (GO). Anais... Goiânia. INPE, 2005, p. 16-21.

LATRUBESSE, E.; M. CARVALHO, T. M. Geomorfologia do Estado de Goiás e Distrito Federal. Secretaria de Industria e comércio. Superintendência de Geologia e mineração. Goiânia, 2006. 128p.

MARTINS, A.P; SOARES, C.B.R; MORAES, B. Mapeamento e análise da expansão da agricultura irrigada por pivô central na mesorregião Noroeste Goiano – Goiás – Brasil. In: XVIII Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada, v.1, 2019, Fortaleza. Anais... p. 1-12.

MARTINELLI, M. Cartografia do turismo: que cartografia é essa? In: Lemos, I. G. org. Turismo: impactos socioambientais. São Paulo: Hucitec, 2001. p. 297-302.

MASSA, E.M.; ROSS, J.L.S. Aplicação de um modelo de fragilidade ambiental relevo-solo na Serra da Cantareira, bacia do Córrego do Bispo, São Paulo-SP. Revista do Departamento de Geografia – USP, v. 24, p. 57-79, 2012.

MESSIAS, C.G. et al. Análise empírica de fragilidade ambiental utilizando técnicas de geoprocessamento: o caso da área de influência da Hidrelétrica do Funil – MG. Revista Geonorte, v. 2, n. 4, p. 112-125, 2012.

ROSS, J.L.S. Análise empírica da fragilidade dos ambientes naturais e antropizados. In: Revista do Departamento de Geografia. n.8, p.63-74, 1994.

SICAR – Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural. Dados do Cadastro Ambiental Rural. Disponível em: http://www.car.gov.br. Acesso em 13 jan. 2019.

SIEG – Sistema Estadual de Estatística e Informações Geográficas de Goiás. Macrozoneamento Agroecológico e Econômico do Estado de Goiás (2014). Disponível em: http://www.sieg.go.gov.br. Acesso em: 05 abr. 2019.

SIEG – Sistema Estadual de Estatística e Informações Geográficas de Goiás. Unidades geomorfológicas [2006]. Disponível em: http://www.sieg.go.gov.br. Acesso em: 02 abr. 2018.

SIEG – Sistema Estadual de Estatística e Informações Geográficas de Goiás. Unidades geológicas [2008]. Disponível em: http://www.sieg.go.gov.br. Acesso em: 02 abr. 2018.

SIEG – Sistema Estadual de Estatística e Informações Geográficas de Goiás. Determinação de áreas prioritárias para unidades de preservação - Cons.Imagem/WWF - RADAMBRASIL [2005]. Disponível em: http://www.sieg.go.gov.br. Acesso em: 05 mai. 2018.

SPÖRL, C.; ROSS, J. L. S. Análise comparativa da fragilidade ambiental com aplicação de três modelos. GEUSP. São Paulo, n. 15, p. 39-49, 2004.

SPÖRL, C. Análise da fragilidade ambiental relevo-solo com aplicação de três modelos alternativos nas altas bacias do Rio Jaguari-Mirim, Ribeirão do Quartel e Ribeirão da Prata. 2001. 165f. Dissertação (Mestrado em Geografia) Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2001.

STORTO, C.; COCATO, G.P. Análise de Fragilidade Ambiental a partir de Técnicas de Geoprocessamento: Área de Influência da Hidrelétrica de Mauá – PR. Revista Brasileira de Geografia Física, Pernambuco - PE, v. 11. n. 5. p.1694-1708, 2018.

PISSINATI, M.C.; ARCHELA, R.S. Geossistema território e paisagem – método de estudo da paisagem rural sob a ótica bertrandiana. Geografia. Londrina, v. 18, n. 1, p. 5-31, jan./jun. 2009.

USGS - United States Geological Survey. Earth Explorer - Downloads de imagens Landsat, SRTM e Sentinel. Disponível em: https://earthexplorer.usgs.gov/. Acesso em: 20 mar. 2018.

Downloads

Publicado

2021-12-13