Considerações sobre a dinâmica das relações econômicas de Mato Grosso do Sul com a China: 1997 a 2019

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2177-5230.2020v35n77p669

Palavras-chave:

Mato Grosso do Sul, Exportações, Importações, China, Dinâmica econômica

Resumo

A dinâmica da participação chinesa na relação externa da economia de Mato Grosso do Sul está relacionada principalmente a dois fatores. Primeiro pelo próprio desenvolvimento chinês. Segundo pelo desenvolvimento da economia interna de Mato Grosso do Sul   em decorrência do dinamismo de alteração de suas cadeias produtivas que ocorreu a partir de 2006/2009. O objetivo central do presente artigo é analisar as relações comerciais entre o estado de Mato Grosso do Sul e a China no que respeita às profundas transformações verificadas no portfólio das partes envolvidas, entre 1997 e 2019. Até 2004, a China ocupava apenas 2,94% das importações, com portfólio limitado de produtos e, em 2019, foi a segunda principal parceira nas importações com 19,71%. As exportações seguiram o movimento ascendente até tornar-se a China a principal parceira comercial de Mato Grosso do Sul. Em 2003, as exportações para a China somaram menos de 3% e, em 2019, atingiram 40,94%. A metodologia utilizada consistiu no estudo de importantes obras relacionadas ao desenvolvimento chinês e à dinâmica da economia interna do estado de Mato Grosso do Sul, além de sistematização e análise de dados estatísticos de organismos oficiais. Sendo assim, nota-se, por meio da presente análise, que houve aumento gradativo da participação da China nas exportações para o estado de Mato Grosso do Sul, inclusive com maior diversificação, somando-se aí produtos com maior teor tecnológico, como contêineres, motores elétricos, circuitos integrados e indústria química.

Biografia do Autor

Fernando Rodrigo Farias, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Campus de Aquidauana.

Possui graduação em geografia no grau de Bacharelado pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (2005), e Licenciatura (2006) no Campus de Francisco Beltrão. Mestre em geografia pela UNIOESTE Campus de Francisco Beltrão (2010), através do tema de pesquisa: ?O PRONAF e o desenvolvimento da agricultura familiar do Município de Flor da Serra do Sul PR (1996 a 2009). Possui doutorado em Geografia pela Universidade Federal de Santa Catarina (2015) através do tema A dinâmica geoeconômica do cooperativismo agropecuário do Sul do Brasil. Atualmente atua como professor de Geografia da Universidade Federal do Mato grosso do Sul campus de Aquidauana/MS. Portanto, possui experiência na área de Geografia com ênfase em Geografia econômica, Geografia Agrária atuando nos seguintes temas principais: agroindústrias com ênfase em cooperativas; agronegócio, Geografia, Políticas públicas de crédito agrícola com ênfase no PRONAF, desenvolvimento rural e urbano, Agricultura familiar, competitividade.

André Luiz de Carvalho, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Campus de Aquidauana.

Concluiu mestrado em Ciências Humanas pela FFLCH - Depto de Geografia da Universidade de São Paulo em 2003. Concluiu doutorado em 2010 também pela FFLCH - Depto de Geografia da Universidade de São Paulo. Áreas de pesquisa: Geografia Urbana, com ênfase na discussão sobre metrópole, periferia e movimentos sociais urbanos; Geografia Política com ênfase na relação entre Brasil e países do continente americano e ensino de Geografia. Ampla experiência como professor de geografia, atuando nos diferentes níveis, nas redes pública e privada. Participa dos grupos de pesquisa "Território, fronteiras e socialidades" e "GEPLAN - Planejamento e Gestão Ambiental". É professor da graduação (bacharelado e licenciatura) e do Programa de Pós graduação em Geografia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, campus de Aquidauana, Coordena o Laboratório de Prática de Ensino, o PIBID - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência e o Programa de Estágios em licenciatura.

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Publicado

2020-12-07