Campo e cidade: Grande Sertão e Tristes Trópicos

Autores

  • Abel da Silveira Viana

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7917.2008v13n1p7

Palavras-chave:

Representação, Estado, Campo, Guimarães Rosa

Resumo

Até que ponto o aprimoramento intelectual possibilitou melhoria nas relações sociais entre campo e cidade no Brasil de meados do século XX? As imagens articuladas e expostas por importantes intelectuais estavam muitas vezes vinculadas a uma suposta necessidade de políticas públicas dirigidas ao habitante do campo. A constatação leva a pelo menos duas questões: o mascaramento de uma construção humana – o Estado democrático – pautada em uma pseudo-unidade política, social e cultural, quando não racial; e, por conseqüência, a subjugação de grupos sociais marginalizados, dos quais o habitante do campo é um exemplo. Para a avaliação deste problema, há dois textos fundamentais, por unirem uma dimensão importante para se pensar a representação e homogeneização estatal: serem centrais no debate sobre a relação campo-cidade, mantendo diálogo com o pensamento acadêmico de sua época. Estas obras, das quais trata o artigo, são Tristes trópicos, de Lévi-Strauss, e Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa.

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Publicado

2008-07-30

Como Citar

VIANA, A. da S. Campo e cidade: Grande Sertão e Tristes Trópicos. Anuário de Literatura, [S. l.], v. 13, n. 1, p. 7-15, 2008. DOI: 10.5007/2175-7917.2008v13n1p7. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/literatura/article/view/2175-7917.2008v13n1p7. Acesso em: 26 nov. 2020.

Edição

Seção

Artigos