Daniel Quinn e a Biblioteca de Babel

Autores

  • Leonardo Vieira de Almeida Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7917.2011v16n1p119

Palavras-chave:

Cidades imaginárias, Biblioteca Virtual, Não-lugar, Linguagem adâmica

Resumo

Em "A cidade de vidro" (City of glass), novela de Paul Auster, a tarefa do detetive e a do leitor se confundem na tentativa de decifrar uma cartografia em constante flutuação. O mapa urbano sobre o qual Daniel Quinn precisa seguir as pistas do mistério de Peter Stillman se torna o espaço que representa a impossibilidade de qualquer resposta. Ler Nova York é caminhar por uma Babel de textos, um inventário de citações que desarticulam a cidade e Quinn em sua busca do Nome incomunicável.

Biografia do Autor

Leonardo Vieira de Almeida, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)

Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1997), mestrado em Literatura Brasileira pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2005) e Doutorado em Estudos de Literatura Brasileira pela PUC-Rio (2010). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em literatura brasileira, hispano-americana e comparada, atuando principalmente nas seguintes linhas: Guimarães Rosa, literatura do sertanismo, tradição fáustica, transculturação narrativa e neobarroco na América Latina, crônicas de descobrimento da América, Machado de Assis, tradução e estudo do conto. Vem desenvolvendo pesquisa sobre a ideia de "transculturación", como pensada pelo antropólogo cubano Fernando Ortiz - particularmente no livro "Contrapunteo cubano del tabaco y el azúcar" -, e sua releitura sob a vertente dos estudos literários, empreendida por autores como Angel Rama e José Lezama Lima. Em 2007, seu ensaio "Natureza e artifício: a voz peregrina em 'O recado do morro' " foi agraciado com o prêmio Otto Lara Resende, concedido pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), obtendo o 3o. lugar na categoria. Defendeu tese, em 2010, sobre a obra "Grande Sertão: Veredas", de João Guimarães Rosa, e sua relação com a problemática do conto como carta de maioridade da literatura na América. É autor dos livros de contos Os que estão aí (Ibis Libris, 2002) e A flor no rosto (Multifoco, 2010).

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Publicado

2011-06-30

Como Citar

DE ALMEIDA, L. V. Daniel Quinn e a Biblioteca de Babel. Anuário de Literatura, [S. l.], v. 16, n. 1, p. 119-131, 2011. DOI: 10.5007/2175-7917.2011v16n1p119. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/literatura/article/view/2175-7917.2011v16n1p119. Acesso em: 23 set. 2021.

Edição

Seção

Pesquisadores docentes