Outro mar, outro eu: uma leitura sobre a natureza metafórica de Paisagem com mulher e mar ao fundo

Mariana Marques de Oliveira

Resumo


A obra Paisagem com mulher e mar ao fundo, de Teolinda Gersão, foi publicada oito anos depois da Revolução dos Cravos e trouxe como pano de fundo as décadas de regime ditatorial em Portugal. Dado esse contexto, momento em que foi necessário ressignificar e revisar esse passado tão recente na tentativa de compreendê-lo, pretende-se analisar de que modo a linguagem é um espaço de onde emerge um outro olhar sobre o passado de crueldade e sofrimento. Neste trabalho, veremos como a metáfora e a metonímia podem promover um espaço de ressignificações na linguagem. Tal como a paisagem, o olhar sobre mar – símbolo da cultura, memória e história portuguesas –, ao lado de seus elementos circundantes, será revisitado e revisado, agora sobre tal contexto. Os corpos “despedaçados” das personagens serão a metáfora de um corpo social português destruído e devastado em sua identidade cultural. Os estudos de Roland Barthes, Renato Cordeiro Gomes, Ângela Beatriz Faria, Denilson Lopes, Eduardo Lourenço, entre outros, serão as fontes de fundamentação teórico-crítica do trabalho.


Palavras-chave


Paisagem com mulher e mar ao fundo; Teolinda Gersão; Memória; Salazarismo; Revolução dos Cravos.

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7917.2013v18n2p112

Direitos autorais 2013 Mariana Marques de Oliveira

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