Outro mar, outro eu: uma leitura sobre a natureza metafórica de Paisagem com mulher e mar ao fundo

Autores

  • Mariana Marques de Oliveira Universidade Federal do Rio de Janeiro/Fapeam

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7917.2013v18n2p112

Resumo

A obra Paisagem com mulher e mar ao fundo, de Teolinda Gersão, foi publicada oito anos depois da Revolução dos Cravos e trouxe como pano de fundo as décadas de regime ditatorial em Portugal. Dado esse contexto, momento em que foi necessário ressignificar e revisar esse passado tão recente na tentativa de compreendê-lo, pretende-se analisar de que modo a linguagem é um espaço de onde emerge um outro olhar sobre o passado de crueldade e sofrimento. Neste trabalho, veremos como a metáfora e a metonímia podem promover um espaço de ressignificações na linguagem. Tal como a paisagem, o olhar sobre mar – símbolo da cultura, memória e história portuguesas –, ao lado de seus elementos circundantes, será revisitado e revisado, agora sobre tal contexto. Os corpos “despedaçados” das personagens serão a metáfora de um corpo social português destruído e devastado em sua identidade cultural. Os estudos de Roland Barthes, Renato Cordeiro Gomes, Ângela Beatriz Faria, Denilson Lopes, Eduardo Lourenço, entre outros, serão as fontes de fundamentação teórico-crítica do trabalho.

Biografia do Autor

Mariana Marques de Oliveira, Universidade Federal do Rio de Janeiro/Fapeam

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas (Literaturas Portuguesa e Africanas) da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

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Publicado

2013-10-07

Como Citar

DE OLIVEIRA, Mariana Marques. Outro mar, outro eu: uma leitura sobre a natureza metafórica de Paisagem com mulher e mar ao fundo. Anuário de Literatura, [S. l.], v. 18, n. 2, p. 112–122, 2013. DOI: 10.5007/2175-7917.2013v18n2p112. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/literatura/article/view/2175-7917.2013v18n2p112. Acesso em: 26 fev. 2024.

Edição

Seção

Literaturas Lusófonas na Contemporaneidade