Agamben, Delfini e a indeterminação de vivido e poetado

Autores

  • Federico Fastelli Università di Firenze

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7917.2017v22n2p12

Palavras-chave:

Giorgio Agamben, Antonio Delfini, Língua e história

Resumo

O ensaio discute a interpretação original de Giorgio Agamben sobre a obra do escritor italiano Antonio Delfini. Em particular, o ensaio analisa a centralidade da reflexão poética de Delfini no sistema estético agambeniano: a intransigência antimoderna de Delfini é, de fato, ligada por Agamben a uma reflexão geral sobre a natureza da palavra poética e relativa às mutações históricas da complexa relação entre obra e biografia na cultura literária ocidental. Nesse sentido, o ensaio reflete sobre o paralelo identificado por Agamben entre o significado profundo do conto Il ricordo della Basca e a ideia de uma “pura língua” pré-babelica falada por Benjamin em seu famoso trabalho na Tarefa do tradutor e em muitas outras ocasiões. Serão examinados também outros textos do escritor de Môdena, principalmente da produção em versos, escolhidos na coletânea Poesie della fine del mondo, del prima e del dopo; mas a reflexão não deixará de lado também os diários e as cartas de Delfini, buscando oferecer um panorama amplo de sua produção.

Biografia do Autor

Federico Fastelli, Università di Firenze

É pesquisador de literatura comparada na Universidade de Florença. Seus estudos se concentraram principalmente na vanguarda europeia da segunda metade do século XX e nas relações entre literatura e artes visuais. Dedicou ensaios as obras de E. Sanguineti, A. Arbasino, N. Balestrini, G. Morselli, A. Robbe-Grillet, M. Butor, G. Testori, P. Bigongiari, L. Marcucci. Publicou a primeira monografia sobre a poesia de Elio Pagliarani (Dall’avanguardia all’eresia. L’opera poetica di Elio Pagliarani, Florença, 2011). Escreveu ensaios sobre a teoria da vanguarda, o teatro do Grupo 63, à retórica da Poesia Visual e Poesia Concreta, à serialidade televisiva. O interesse pelos acontecimentos internacionais da novela experimental é a base de sua segunda monografia, Il Nuovo Romanzo La narrativa d’avanguardia nella prima fase della postmodernità (1953-1973) (FLORENÇA, 2013). Junto com T. Spignoli, M. Corsi e M. C. Papini, editou o volume La poesia in immagine/L’immagine in poesia (UDINE, 2014).

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Publicado

2017-12-14

Como Citar

FASTELLI, F. Agamben, Delfini e a indeterminação de vivido e poetado. Anuário de Literatura, [S. l.], v. 22, n. 2, p. 12-24, 2017. DOI: 10.5007/2175-7917.2017v22n2p12. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/literatura/article/view/2175-7917.2017v22n2p12. Acesso em: 5 dez. 2020.

Edição

Seção

Dossiê: "A literatura italiana sob a ótica de Giorgio Agamben"