Vanguardas e esgotamento: as tensões do moderno em dois artistas

Maria Salete Borba, Rita Lenira de Freitas Bittencourt

Resumo


Este artigo propõe realizar uma leitura de dois artistas considerados modernos: o uruguaio Joaquín Torres-García e o português Amadeo de Souza-Cardoso. O ponto de partida desta reflexão é o verbete “Informe” de Georges Bataille, publicado no ano de 1929 no Dicionário crítico da revista Documents (1929-1931). Trazemos para a discussão a leitura realizada por Rosalind Krauss e Yve-Alain Bois, por ocasião da exposição L’informe. Mode d’emploi, em que o verbete batailleano é transformado em operação de caráter performativo. Partindo desses teóricos, pretende-se investigar os possíveis desdobramentos de alguns conceitos caros à modernidade, que circulam em torno do esgotamento das vanguardas e se elaboram em processo simultâneo aos próprios movimentos. Além dos trabalhos de Krauss e Bois, alguns textos críticos a respeito de outras obras de Bataille e também sobre a teoria da modernidade servem de referência, ao longo desse ensaio, para contrapor e apresentar as singularidades de duas produções artísticas.


Palavras-chave


Modernismo; Esgotamento; Joaquín Torres-García; Amadeo de Souza-Cardoso; Vanguardas

Texto completo:

PDF/A


DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7917.2014v19n1p188

Direitos autorais 2014 Maria Salete Borba, Rita Lenira de Freitas Bittencourt

Rev. Anu. Lit. Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis. Santa Catarina. Brasil. ISSNe 2175-7917

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.