Tornar-se o que se é: o Folhetim e os ensaios de interpretação

Marco Antonio Maschio Cardozo Chaga

Resumo


Neste momento, gostaria de enfatizar as relações de proximidade entre esse suplemento e a forma que o sustenta, o ensaio. Se a terceira fase do Folhetim (a partir de 1982) marca o surgimento do ensaísmo, ela também esconde um modelo que se exauriu: os debates sobre as questões nacionais haviam encerrado seu ciclo. Enquanto isso, a transição política caminhava lentamente ao lado do caos inflacionário de uma economia extremamente debilitada. O consenso das necessidades de mudanças no perfil econômico, político, energético e, principalmente, social não encontrava nenhum tipo de resposta do Governo Federal: o compasso de espera das respostas decisivas era irredutível e surdo. Os jornalistas especializados em questões políticas e econômicas foram abandonando o espaço suplementar, migrando rumo às páginas centrais do jornal.

Palavras-chave


Folhetim; Ensaio; Interpretação

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DOI: https://doi.org/10.5007/%25x

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Boletim de Pesquisa NELIC, ISSNe 1984-784X, Florianópolis, SC, Brasil.

 

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