Crítica e mercado: tendências e cultura na década de 70

Eduard Marquardt

Resumo


De diversas maneiras, Walter Benjamin enuncia as mudanças que a aceleração do mundo contemporâneo, em sua necessidade de uma informação atualizada, diária, factual, acarreta na transmissão de qualquer tipo de experiência entre uma geração e a seguinte. O cotidiano da contemporaneidade impossibilita a manutenção de qualquer espécie de tradição que não seja a da ruptura, e, mesmo, rejeita o saber do narrador (“aquele que sabe contar”). Em detrimento da palavra oral, da tradição, da Erfahrung, o contemporâneo elege a imagem como estatuto da verdade; e dada a sua proliferação incessante, crescente, a desorientação do sujeito diante da formação de valores, de qualquer espécie, é inevitável, dado ser impossível a manutenção de uma comunidade. O saber “daquele que sabe dar conselhos” já não tem uma utilidade imediata na vida atual, e chega o momento em que qualquer tipo de experiência, num sentido positivo, acumulativo, torna-se impossível ou catastrófico.

Palavras-chave


Crítica; Mercado; Tendências

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DOI: https://doi.org/10.5007/%25x

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