Anhembitinerários ou algum modernismo passado a limpo

George Luiz França

Resumo


Pergunta semelhante à feita por Deleuze e Guattari ao começar sua leitura de Kafka2 parece pertinente ao pleitear uma leitura de periódico como texto. Como entrar em Anhembi? Qual seria o ponto de partida a adotar? Itinerários. Multiplicam-se, cruzam-se, entremeiam-se, e proliferam, outrossim, as entradas. Para cada uma delas, caminhos que se bifurcam, vertiginosamente, e redundam sempre num labirinto, tão ao gosto borgiano. Livro-labirinto, rizoma sem início nem fim, em expansão qual o universo. A angústia de uma deliberação, para lembrar de Barthes3, e a certeza de uma perda irreconciliável. Sempre restarão espectros a circundar o discurso, neste caso, um discurso sobre discursos de amarelas páginas de memória. De memória e de esquecimentos. A cada opção, uma rasura; a cada dito, muitos interditos, não-ditos, desditos, malditos. Ciente da aventura irreversível de leitura por onde recaem estas veredas bífidas que se abrem através do tempo, na sobreposição de um passado incessante, de um presente já passado e de um futuro fantasmagórico, aventuro um primeiro passo, no limiar das lucubrações, ficções sobre ficções que se pretendem reais e que mais irreais se tornam quanto mais delas me aproximo e me afasto, como quem procura um ponto de foco ou a anestesia de um ponto cego.

Palavras-chave


Anhembi; Modernismo; Revista

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DOI: https://doi.org/10.5007/%25x

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