Poesia e Morte: João Cabral de Melo Neto

Maiara Knihs

Resumo


A obsessão formal aliada à obsessão de certas imagens, ou, como prefere o próprio poeta, de algumas ideias fixas, são uma marca da obra cabralina. Marca da obsessão na e pela escritura. Incluindo, ainda que de maneira menos acentuada, os primeiros livros em que experimenta, muito via digestão da poesia de Murilo Mendes e de Carlos Drummond de Andrade, certo surrealismo – como é o caso do livro Pedra do sono e do poema dramático Os três mal amados – passando pelo auge do seu construtivismo – no caso de O engenheiro e de Psicologia da composição – a poesia do poeta pernambucano trabalha essa obsessão colocando em jogo pelo menos dois grandes fantasmas: o nordeste brasileiro e o sul espanhol. Essas imagens se desdobram em outras imagens – a pedra, a seca, a plantação de cana, os cemitérios do nordeste e, ao mesmo tempo, correspondem à dança flamenca, ao canto à palo-seco, à tauromaquia sevilhanas.


 

Palavras-chave


João Cabral de Melo Neto; Morte; Tauromaquia; Linguagem

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DOI: https://doi.org/10.5007/1984-784X.2011nesp4p59

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