Paratextos Cabralinos: uma Sugestão de Leitura da Obra de João Cabral de Melo Neto

Marcelo dos Santos

Resumo


Ao se tomar conhecimento da vida em arquivo do poeta, é (quase) impossível não tecer, ainda que fantasmal e esquematicamente, a teia de relações do poeta, de amizades (e inimizades), de afinidades (e de incompatibilidades), de diálogos prováveis e improváveis. Reler a obra poética de Cabral a partir de uma ida aos arquivos significa reconhecer rastros de uma grafia que essa vida em arquivo inevitavelmente territorializa, como por exemplo acontece com as dedicatórias, epígrafes e demais citações, que ganham reforço significativo quando superpostas à troca de cartas com seus correspondentes, aos diálogos registrados em entrevistas, aos depoimentos etc. De certa forma, ressignificar essas partículas que Genette (2009) denomina de paratextos deve interessar ao leitor, a esse novo leitor que lê a vida espelhada no texto, sem necessariamente confundir-se na leitura do texto como espelho da vida.


Palavras-chave


João Cabral de Melo Neto; Pedra do sono; Arquivo; Paratextos;

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DOI: https://doi.org/10.5007/1984-784X.2011nesp4p82

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