Edição Inspiradora

Luciana Di Leone

Resumo


Embriaguez e engajamento (“Une ivresse belle m’engage”) raramente se associam talvez por isso, quando a associação acontece a imagem que gera pode parecer imprevisível, fragmentada, inaudita com uma exceção discutida longamente desde a antiguidade: a do poeta ou artista inspirado. O poeta, para ser poeta, deve estar embriagado, deve ter bebido o elixir da musa. Inclusive, no seio da própria modernidade – que por todos os meios tentou afastar a arte de qualquer relação com o incompreensível – Mallarmé retoma, em “Brinde”, o gesto da inspiração, levanta a taça para beber, colocar o elemento estonteante dentro de si: e entusiasmar-se. Esse gesto complexo, pelo qual se interpenetram o eu e o outro, o poeta e os deuses, o dentro e o fora, sob diversos pontos de vistas e através de diversos objetos, é o foco da instigante coletânea organizada pelo professor de filosofia da Universidade Federal Fluminense, Fernando Muniz.


Palavras-chave


Entusiasmo; Filosofia; Platão; Mallarmé

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DOI: https://doi.org/10.5007/1984-784X.2012v12n17p120

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Boletim de Pesquisa NELIC, ISSNe 1984-784X, Florianópolis, SC, Brasil.

 

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