Maurice Blanchot e o Silêncio da Palavra

Eleonora Frenkel

Resumo


Maurice Blanchot nos apresenta uma concepção de linguagem a partir da “inquietante maravilha do ato de nomear”: a palavra manifesta a ausência daquilo que nomeia, ela é a materialidade vazia de uma anterioridade inapreensível. Que grande desafio se abre para a literatura moderna quando se ocupa justamente do esvaziamento da linguagem, quando se pergunta sobre esse nada inapreensível com o qual se faz. A literatura é linguagem. Uma linguagem que se coloca em questão, que se pergunta sobre suas possibilidades e que faz de suas impossibilidades sua maior busca. Por isso dirá Blanchot que a literatura tende para o silêncio, ela se move em direção e para além de seus limites. Embora se faça com a palavra, explora seu silêncio. O impossível apaixona a poesia e ao inventar os modos de realizar o irrealizável, ela cria novos possíveis e se refaz num devir constantemente renovável. Esse é o espaço da imaginação e sua dimensão política latente.


Palavras-chave


Literatura; Linguagem; Experiência

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.5007/1984-784X.2012v12n17p44

Direitos autorais



Boletim de Pesquisa NELIC, ISSNe 1984-784X, Florianópolis, SC, Brasil.

 

CC-by-NC icon