Um pulo benjaminiano à origem

Helano Jader Ribeiro

Resumo


Este artigo tem o intuito de ar­mar uma aná­lise acerca da escritura do austríaco Thomas Bernhard, em especial, com sua autobiografia — sua experiência traumá­tica na Se­gunda Guerra Mundial — cujo título Ori­gem já nos arrebata para ques­tões do teó­rico Walter Benjamin e seu Ursprung [Ori­gem – pulo primeiro] ana­crônico. A ques­tão da origem, explici­tada por Bern­hard, revela-se menos no âmbito da gê­nese [Ents­tehung], descendência [Herkunft], do que em uma leitura dialé­tica da história — no tempo de aqui e agora, mo­mento pre­sente — das reminis­cências do discurso nacio­nal-socialista que ainda re­ver­bera. Sua estética da repe­tição pa­rece ser a tática de inoperância deste mesmo discurso. A escrita de si de Ber­nhard aponta, ainda, para um sistema de ensino, baseado em vigi­lância e puni­ção, que mos­tra pouco ter mu­dado após o período da guerra.


Palavras-chave


Thomas Bernhard; Walter Benjamin; Ursprung; Estética da repetição

Texto completo:

PDF/A


DOI: https://doi.org/10.5007/1984-784X.2013v13n19p29

Direitos autorais



Boletim de Pesquisa NELIC, ISSNe 1984-784X, Florianópolis, SC, Brasil.

 

CC-by-NC icon