Tempo dissolvido, tempo do crime: a escritura do contemporâneo de Leonardo Gandolfi

Tiago Lanna Pissolati

Resumo


No livro de poemas A morte de Tony Ben­nett, de Leo­nardo Gandolfi, é possí­vel reco­nhecer os traços de uma escritura do con­temporâ­neo. Não apenas por se trata­rem de poemas escritos e publicados nos últi­mos anos, mas pelo fato de traze­rem em si as marcas do desloca­mento, frag­menta­ção e perda que caracterizam a ideia do contem­po­râneo se­gundo Giorgio Agam­ben. Gando­lfi es­creve a partir de um pro­cesso de composição em que cenas narra­tivas se imobili­zam e se dissol­vem, para então se transformarem em poe­sia. O poeta tam­bém dá sinais de aproxi­mar o gesto da escrita de um ato criminoso, ao com­por um universo poético povoado por assassi­nos, vítimas, investigadores e espi­ões. A pro­posta deste artigo é mergulhar nessa escri­tura de transgressão e dissolu­ção tendo como dispa­ra­dor o poema “Nosso tempo”, de Carlos Drum­mond de Andrade. A ideia é bus­car, a partir da coli­são desses textos, a com­preen­são das formas segundo as quais o con­tem­porâ­neo se escreve e é escrito na poesia de Leonardo Gandolfi.


Palavras-chave


Poesia brasileira; Tempo presente; Contemporâneo

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DOI: https://doi.org/10.5007/1984-784X.2013v13n19p47

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