Quixotada linguística: para além da bravura e das estabilidades, invenções dos que não podem correr

Autores

  • Miguel Angel Schmitt Rodriguez Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-784X.2013v13n20p112

Palavras-chave:

Don Quijote, morte de Deus, operação soberana

Resumo

Dom Quixote constituiu-se como um clás­sico da lite­ratura ocidental através das in­terpretações ca­nônicas que enfati­zaram as qualidades pedagó­gicas que as aventuras do herói cervantino possi­bili­tam ao leitor. No presente artigo, entretanto, busca-se pensar tal texto para além dos ensina­men­tos humanistas que a tradição procurou des­tacar. Insinua-se, por exemplo, que a morte de Deus anunciada por Nietzsche po­deria guar­dar relações íntimas com os disparates qui­xotes­cos. Busca-se, ademais, enfati­zar a presença de uma escritura que des­taca a instabilidade dos signi­ficantes e que apontaria para uma prática de ope­ra­ção sobe­rana ou de experiência inte­rior tal qual sugerida por Georges Bataille.

Biografia do Autor

Miguel Angel Schmitt Rodriguez, Universidade Federal de Santa Catarina

Graduado em História pela Universidade Federal de Santa Catarina (2004), defendeu, na mesma instituição, a dissertação de mestrado intitulada "Cinema clássico americano e produção de subjetividade: o cigarro em cena" (2008), sob orientação da Profª. Drª. Maria Bernardete Ramos Flores. Atuou como docente na Universidade Regional de Blumenau, possuindo vínculo de contratação temporária junto ao departamento de História e Geografia. Atualmente cursa Licenciatura em Letras-Espanhol na modalidade a distância pela Universidade Federal de Santa Catarina e doutorado no Programa de Pós-graduação em Literatura na mesma instituição, sob orientação da Profª. Drª. Liliana Reales. É bolsista do CNPq.

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Publicado

2013-12-16