Entre Jesi e Pavese: tempo festivo como ato de resistência

Davi Pessoa Carneiro

Resumo


O presente ensaio aborda algumas questões sobre mito e tempo festivo no pensamento de Furio Jesi e Cesare Pavese, assim como na reflexão de Jesi sobre a presença-ausência da festa na trilogia de Pavese. A perda da possibilidade de aceder à festa passa a ser o ato de criação e de resistência, a potência-de-não, tal como discutida pelo filósofo Giorgio Agamben. Em última análise, a máquina mitológica e a inoperosidade coincidem, portanto, com a própria festividade, com o “fazer a festa”, com o sacrifício e com o desativar e tornar inoperosos os gestos, as ações e as obras huma­nas.

 


Palavras-chave


Mito; Tempo festivo; Ato de criação; Inoperosidade

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DOI: https://doi.org/10.5007/1984-784X.2014v14n22p76

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