Os labirintos da memória em Tristram Shandy e os procedimentos surrealistas

Autores

  • Aline Candido Trigo Universidade Estadual de Londrina
  • Luciana Brito Universidade Estadual do Norte do Paraná / Universidade Estadual de Londrina

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-784X.2015v15n23p160

Palavras-chave:

Tristram Shandy, Surrealismo, Walter Benjamin

Resumo

A vida e as opiniões do cavalheiro Tristram Shandy, de Laurence Sterne, é um romance de ruptura que lançara artifícios narrativos a se firmarem como modernos, em diferentes artes. Diante disso, o presente artigo propõe uma relação entre a escrita shandiana e os ideais do surrealismo, no sentido do que demonstra André Breton acerca de serem artistas de períodos anteriores tão surrealistas quanto os fundadores do movimento. Seus ideais de totalidade do pensamento de modo a alcançar a escrita livre, a escrita automática, bem como o alcance de uma realidade absoluta, foram difundidos por muitos países e ultrapassaram as barreiras da temporalidade, impondo-se até a contemporaneidade. Nesse sentido, analisa-se aqui, a partir de conceitos de Walter Benjamin, a resistência dessa forma de utilizar-se da memória que caracteriza autores como Aragon e outros surrealistas, mas que teve forma inicial com o romance digressivo de Laurence Sterne.

Biografia do Autor

Aline Candido Trigo, Universidade Estadual de Londrina

Mestranda em Estudos Literários no Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Estadual de Londrina.

Luciana Brito, Universidade Estadual do Norte do Paraná / Universidade Estadual de Londrina

Diretora do Centro de Letras, Comunicação e Artes da Universidade Estadual do Norte do Pa­raná e docente do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Estadual de Lon­drina.

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Publicado

2015-12-18