A janela indiscreta da testemunha: Primo Levi e o fantástico pós-Auschwitz

Autores

  • Anna Basevi Universidade Federal do Rio de Janeiro / Università La Sapienza

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-784X.2015v15n23p227

Palavras-chave:

Auschwitz, Fantástico, Primo Levi

Resumo

Primo Levi, mundialmente conhecido por seu testemunho do campo de extermínio (Se questo è un uomo, 1947) publicou uma coletânea de contos intitulados Histórias naturais onde utiliza os recursos do fantástico para imaginar as consequências paradoxais da racionalidade humana. A narrativa “Borboleta angélica” destaca-se pelos elementos do horror e do drama, relacionados ao tema das experiências genéticas durante o nazismo. O interesse deste conto e a sua especificidade pós-Auschwitz reside em alguns aspectos: em primeiro lugar em sua estrutura que reflete a problemática sobre o testemunho; no efeito de incerteza que se produz entorno ao que seria “imaginável” questionando a frágil fronteira entre real, possível e fantástico; a organização narrativa a partir do eixo rastro-fragmento-testemunho. Veremos, desta forma, como o texto é  marcado por um dos eventos mais traumáticos do século XX.

Biografia do Autor

Anna Basevi, Universidade Federal do Rio de Janeiro / Università La Sapienza

Doutoranda em Literatura Italiana na Universidade Federal do Rio de Janeiro, com bolsa sanduíche na Università La Sapienza.

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Publicado

2015-12-18