Boitempo: o duplo da poesia em Drummond

Fernanda Zrzebiela

Resumo


Parte-se da recepção crítica que considera Boitempo uma obra síntese para repensar o caminho duplo pelo qual se afirma e se constrói o laborar poético drummondiano. Nos três livros que compõem a obra em questão mostra-se flagrante a particular condição de um sujeito dividido entre aquilo que se dissipa e o que fica. Interessa-nos pensar o modo pelo qual em Boitempo se articula o desajuste que conclama o discurso poético a se debruçar sobre os laços que fundaram a ordem no passado e tendem a desaparecer, e a se debruçar também sobre os laços que ainda permanecem, descrevendo uma espécie de alternância entre dissolução e permanência daquilo que conseguiu triunfar ou sobreviver à História. 

Palavras-chave


Poesia; Carlos Drummond de Andrade; Boitempo

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DOI: https://doi.org/10.5007/1984-784X.2017v17n28p42

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