Joaquim Bandeira: jogos onomásticos e nova gnomonia. De Manuel Bandeira a Dalton Trevisan via Joaquim Pedro de Andrade II

Autores

  • Jorge Hoffmann Wolff Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-784X.2019v19n30p25

Palavras-chave:

Manuel Bandeira, Dalton Trevisan, Joaquim Pedro de Andrade

Resumo

O presente texto retoma a abordagem da relação afetivo-artística de três intelectuais brasileiros de três gerações diferentes: Manuel Bandeira, Dalton Trevisan e Joaquim Pedro de Andrade – antes a partir do cinema (em texto de 2010), agora a partir da poesia e da circunstância. O primeiro e único poema de Bandeira publicado na revista Joaquim, dirigida pelo jovem Dalton, em 1948, o “Rondó do atribulado do Tribobó” (depois reunido em Mafuá do malungo), apresenta um jogo de cena em que os personagens são três infantes e uma “distintíssima senhora”, sua mãe, sendo que este poema remete para o futuro de forma surpreendente, o que se busca demonstrar pela via dos “jogos onomásticos”, da “nova gnomonia” e dos “versos de circunstância” de Manuel Bandeira.

Biografia do Autor

Jorge Hoffmann Wolff, Universidade Federal de Santa Catarina

Professor do Departa­mento de Língua e Literatura Vernáculas e professor do Programa de Pós-Gradua­ção em Literatura da Universidade Federal de Santa Catarina.

Referências

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Publicado

2020-05-13