Modernismo, Simbolismo e o Corpo

Autores

  • Susana Célia Leandro Scramim UFSC

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-784x.2008nesp1p94

Palavras-chave:

Literatura, Fronteiras, Corpo

Resumo

Se aceitarmos a premissa de que a poesia de Baudelaire, Rimbaud, Mallarmé, na leitura de muitos críticos brasileiros, são os marcos da poesia moderna, deveremos então assumir que somente a vanguarda brasileira dos anos 20 produziu poesia moderna. Otto Maria Carpeaux observa que “Aqui e só aqui fracassou o simbolismo”, e que ainda “para a poesia moderna é preciso buscar outra genealogia.” (CARPEAUX, 1943: 314); ressalta também que é “por isso, que o movimento poético precedente sobreviveu quando já estava extinto em toda a parte do mundo.” (CARPEAUX, 1964 [A]: 235). No entanto, Carpeaux também anota que é difícil estabelecer “as fronteiras precisas entre o simbolismo, a poesia esteticista parnasiana e o espiritualismo antimaterialista dos tradicionalistas, muito embora, o simbolismo não tenha aceito o dogma da tradição nem o ceticismo estético”. (CARPEAUX, 1964[B]: 2589). Não sei se isso se deve ao “fracasso”, mas o fato é que o simbolismo foi negligenciado pela crítica brasileira.

Biografia do Autor

Susana Célia Leandro Scramim, UFSC

Possui graduação em Letras Português pela Universidade Estadual de Maringá (1986), mestrado em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (1991), doutorado em Letras (Teoria Literária e Literatura Comparada) pela Universidade de São Paulo (2000) e pós-doutorado na Universidad de Sevilla, España(2005). Atualmente é professora Adjunto IV da Universidade Federal de Santa Catarina. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira, Teoria Literária e Ensino de Literatura. Crítica literária, poesia, teoria da modernidade e periodismo cultural são questões investigadas nos projetos de pesquisa com os quais está envolvida.

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Publicado

2008-01-01