Predação de Opuntia monacantha (Willd.) Haw. (Cactaceae) por Cactoblastis cactorum (Lepidoptera: Pyralidae) em restingas da Ilha de Santa Catarina, sul do Brasil

Maurício Lenzi, Juliana Soares Juliana Soares, Afonso Inácio Orth

Resumo


O gênero Opuntia é mundialmente conhecido pela sua importância ecológica, ornamental e agronômica. Algumas espécies se tornaram invasoras nos países onde foram introduzidas, e como controle biológico foi usado o piralídeo Cactoblastis cactorum (Lepidoptera: Pyralidae), coletado na Argentina. Entretanto, os efeitos do ataque deste piralídeo sobre cactáceas nativas ainda não foram totalmente elucidados. Objetivou-se neste estudo, detectar e quantificar o efeito da predação de C. cactorum sobre Opuntia monacantha. Os estudos foram conduzidos durante os meses de setembro a novembro de 2004, em trilhas predefinidas, sobre vegetação de restinga, localizadas entre as praias Mole e Galheta, SC (27º35’83.1’’S e 48º25’70.6’’W). Todas as plantas estudadas (n = 20) apresentaram algum tipo de indício ou dano causado por C. cactorum. A quantidade de cladódios e de frutos não predados (68%) e (85%), respectivamente, foi superior aos predados. Cladódios terminais foram as estruturas mais predadas e que apresentaram o maior número de lagartas em seu interior. Constatou-se grande perda das sementes nos frutos predados. As aréolas restantes em partes dos
cladódios e frutos predados se diferenciaram em brotos e raízes. Os dados obtidos nesta pesquisa demonstram que as plantas de O. monacantha são predadas pelas lagartas da espécie C. cactorum, mas que essa cactácea, aparentemente, possui mecanismos de defesa como garantia de manutenção das suas populações.

Palavras-chave


Opuntia monacantha; Cactoblastis cactorum; Dactylopius; Predação; Interações planta-animal; Restinga

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DOI: https://doi.org/10.5007/%25x

Direitos autorais 2006 Maurício Lenzi, Juliana Soares Juliana Soares, Afonso Inácio Orth

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Biotemas. UFSC, Florianópolis, SC, Brasil, eISSN 2175-7925

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