Anatomia da cavidade bucofaringeana de Salminus brasiliensis (Cuvier, 1817) (Pisces, Characidae, Salmininae)

Sirlene Souza Rodrigues, Eliane Menin

Resumo


A cavidade bucofaringeana de Salminus brasiliensis (dourado), espécie ictiófaga de água doce, é anatomicamente adaptada à predação. A fenda  oral ampla, o alargamento caudal da cavidade oral e a reduzida espes-   sura do aparelho dentário faringeano favorecem a tomada e a ingestão de presas de maior porte. Em função do tipo das dentições oral e faringeana, não há preparação pré-digestiva do alimento. Esses dentes,  pontiagudos e encurvados, juntamente com a língua, relativamente móvel, previnem o escape da presa da cavidade bucofaringeana. O trânsito do alimento é facilitado pela ausência de relevos pronunciados na mucosa desta cavidade e pela disposição dos dentes orais e faringeanos. Lábios lisos e delgados, dentição oral desenvolvida, língua relativamente móvel, mucosa sem relevos, faringe com dentículos dispostos em áreas e placas dentígeras, e rastros branquiais curtos e pontiagudos são adap tações anatômicas compartilhadas entre S. brasiliensis e outras espécies Characiformes também ictiófagas, como Salminus maxillosus, Salminus hilarii, Hoplias malabaricus, Hoplias lacerdae, Acestrorhynchus lacustris e Acestrorhynchus britskii. Diferentemente das espécies mencionadas, exceto os outros Salmininae, S. brasiliensis possui dentes orais de um único tipo, presentes somente nas maxilas e distribuídos em duas séries.


Palavras-chave


Anatomia; Cavidade bucofaringeana; Characiformes; Salmininae; Salminus brasiliensis

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DOI: https://doi.org/10.5007/%25x

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Biotemas. UFSC, Florianópolis, SC, Brasil, eISSN 2175-7925

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