Classificação de resíduos sólidos industriais com base em testes ecotoxicológicos utilizando Daphnia magna: uma alternativa

Autores

  • Letícia Flohr Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental – Laboratório de Toxicologia Ambiental - UFSC
  • Débora Monteiro Brentano Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental – Laboratório de Toxicologia Ambiental - UFSC
  • Cátia Regina Silva de Carvalho-Pinto Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental – Laboratório de Toxicologia Ambiental - UFSC
  • Vanessa Guimarães Machado Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental – Laboratório de Toxicologia Ambiental - UFSC
  • William Gerson Matias Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental – Laboratório de Toxicologia Ambiental - UFSC

DOI:

https://doi.org/10.5007/%25x

Palavras-chave:

Resíduos sólidos industriais, Classificação, Testes ecotoxicológico, Daphnia magna

Resumo

O tratamento e a disposição final adequada dos resíduos sólidos industriais dependem de sua classificação em classe I ou II. Esta classificação é proposta pela NBR 10.004, contudo, é complexa e demanda tempo. Visando facilitar esta classificação, propõe-se a utilização de ensaios com Daphnia magna para este fim. Estes ensaios possibilitam a identificação de substâncias tóxicas no lixiviado, o que denota a presença de uma das características descritas pela norma, a toxicidade, que é argumento suficiente para classificar o resíduo em classe I. Realizaram-se testes ecotoxicológicos com dez amostras de resíduos sólidos industriais de produção freqüente e, com base nos resultados das CE (I)50 48h destas amostras em comparação com a classificação oficial da NBR 10.004, estabeleceram-se limites para classificação dos resíduos em classe I ou II. Observou-se coincidência na classificação de 50% das amostras analisadas. Nos casos em que não há coerência entre os métodos, o método proposto neste trabalho classifica o resíduo como classe I. Estes dados são preliminares, mas revelam que o sistema de classificação proposto é promissor pela rapidez e viabilidade econômica.

Biografia do Autor

Letícia Flohr, Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental – Laboratório de Toxicologia Ambiental - UFSC

Possui Graduação em Engenharia Sanitária e Ambiental pela Universidade Federal de Santa Catarina e Mestrado em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal de Santa Catarina. Atualmente é Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal de Santa Catarina.

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Débora Monteiro Brentano, Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental – Laboratório de Toxicologia Ambiental - UFSC

Graduada em Ciênicas Biológicas pela Universidade de Santa Cruz do Sul e Mestre em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal de Santa Catarina. Atualmente é professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina - IF-SC e coordenandora do Laboratório de Ecotoxicologia deste instituto.

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Cátia Regina Silva de Carvalho-Pinto, Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental – Laboratório de Toxicologia Ambiental - UFSC

Possui Graduação em Ciencias Biologicas pela Universidade Federal de Santa Catarina, Mestrado e Doutorado em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal de Santa Catarina, com doutorado "sanduiche" na Université Victor Segalen (Bordeaux II) - França. Atualmente é professora Adjunto I do Centro de Engenharia da Mobilidade da Universidade Federal de Santa Catarina.

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Vanessa Guimarães Machado, Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental – Laboratório de Toxicologia Ambiental - UFSC

Possui Graduação em Engenharia pela Universidade Federal de Santa Catarina, Especialização em Biossegurança e Biotecnologia, Mestrado em Engenharia Sanitária e Ambiental pela Universidade Federal de Santa Catarina e Aperfeiçoamento em Avaliação de Risco à Saúde Humana por Exposição a Resíduos Perigosos - Aplicação da Metodologia ATSDR pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ. Em 2010, concluiu o Curso de Fiscalização Ambiental I, Curso Superio de Complemetação de Estdos, com campo do saber em Fiscalização, Conservação e Legislação Ambiental pela Universidade do Sul de Santa Catarina-UNISUL.

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William Gerson Matias, Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental – Laboratório de Toxicologia Ambiental - UFSC

Possui Graduação em Engenharia Sanitaria-Ambiental pela Universidade Federal de Santa Catarina, Mestrado (DEA) em Toxicologie de lEnvironnement - Université de Metz e Doutorado Em Toxicologia Ambiental - Universite de Bordeaux II. Atualmente é professor associado da Universidade Federal de Santa Catarina, Dep. de Engenharia Sanitária e Ambiental.

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Publicado

2005-01-01

Edição

Seção

Artigos