Bases para a identificação das coralináceas não articuladas do litoral brasileiro - uma síntese do conhecimento

Autores

  • Paulo A. Horta Departamento de Botânica - CCB/UFSC

DOI:

https://doi.org/10.5007/%25x

Palavras-chave:

Corallinales, Rhodophyta, Algas calcárias, Taxonomia, Brasil

Resumo

Apesar da grande importância ecológica e econômica as Coralináceas não articuladas são pobremente conhecidas no mundo e especialmente no Brasil. O presente trabalho teve como objetivo facilitar o acesso às informações disponíveis sobre Coralináceas não articuladas, buscando que esta lacuna no conhecimento da flora de macroalgas brasileira seja amenizada. Estas algas têm sido estudadas desde o século XVIII, quando eram consideradas partes do reino animal, membros do grupo dos corais hermatípicos. Ao final do século XIX, com a atuação de Mikael Hegglund Foslie, o estudo da taxonomia do grupo dá um salto marcante. Muitas das espécies propostas pelo referido autor são utilizadas até hoje, como é o caso de Lithothamnion brasiliense, espécie encontrada no Estado de São Paulo. Atualmente, com a utilização de técnicas modernas para o processamento de materiais para a microscopia de luz e utilização da microscopia eletrônica de varredura, o estudo da taxonomia destas algas dá um novo salto, estando descritos aproximadamente 26 gêneros e sendo o número de espécies ainda difícil de ser estimado. Considerando o crescente interesse em se explotar estas algas, igualmente cresce a responsabilidade da comunidade ficológica em inventariar esta diversidade, subsidiando a preservação racional e eventualmente o uso sustentável deste recurso.

Biografia do Autor

Paulo A. Horta, Departamento de Botânica - CCB/UFSC

Bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo e Doutor em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo.

Mais informações no Currículo Lattes.

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Publicado

2002-01-01

Edição

Seção

Artigos