Espécies raras da Floresta Pluvial Atlântica?

Raquel R. B. Negrelle

Resumo


Baseado em dados florístico-estruturais de distintos sítios na Floresta Atlântica, este trabalho visa a discutir os critérios utilizados para definir uma determinada espécie como rara. Especificamente, discute-se o critério amplamente utilizado, que estabelece como rara as espécies representadas por apenas um indivíduo por hectare. Os resultados evidenciam ocorrência quatitativa similar de espécies raras em diferentes sítios, mas entre estas a similaridade florística é praticamente nula e nenhum padrão pode ser detectado. Várias das espécies consideradas raras num sítio são relativamente abundantes em outros. Além disso, se espécimens jovens são incluídos em estudos quantitativos, várias das espécies consideradas previamente como raras podem perder este status. Sugere-se, portanto, que o uso deste critério deva sempre estar associado com a avaliação de outros parâmetros ecológicos.

Palavras-chave


Espécie rara; Floresta Atlântica; Levantamento florístico; Distribuição vegetal; Floresta tropical

Texto completo:

PDF/A


DOI: https://doi.org/10.5007/%25x

Direitos autorais 2001 Raquel R. B. Negrelle

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Biotemas. UFSC, Florianópolis, SC, Brasil, eISSN 2175-7925

Licença Creative Commons
Este periódico está licenciado conforme Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.