Premunização de abobrinha de moita para o controle do mosaico causado pelo vírus do mosaico do mamoeiro-estirpe melancia

Antonio Ismael Inácio Cardoso, Marcelo Agenor Pavan

Resumo


Com o objetivo de estudar o efeito protetor de um isolado fraco de PRSV-W em plantas de abobrinha-de-moita (cv. Caserta) contra a infecção por estirpes fortes foi instalado um experimento no município de São Manuel, SP. O delineamento foi de blocos ao acaso, com quatro repetições e dez plantas por parcela, onde foram avaliados cinco tratamentos: 1) Testemunha submetida a infecção natural; 2) Premunização com um isolado fraco; 3) e 4) Premunização com o isolado fraco seguido de desafio com um isolado forte 5 e 10 dias após, respectivamente; 5) Inoculação com o isolado forte. Plantas inoculadas com o isolado forte apresentaram redução drástica na produção de frutos imaturos, sendo que todos os frutos colhidos apresentaram sintomas de mosaico. O desafio 5 dias após a premunização também reduziu a produção, enquanto que a premunização, isolada ou seguida de desafio 10 dias após, aumentou a produção de frutos imaturos comercializáveis em relação às plantas infectadas com o isolado forte e com infecção natural (testemunha). Em quase todas as plantas premunizadas que apresentaram sintomas de mosaico detectou-se infecção com ZYMV pelo teste ELISA. Concluiu-se que a premunização foi eficiente em aumentar a produção e qualidade dos frutos, protegendo as plantas mesmo quando incoculadas com o isolado forte 10 dias após a inoculação do isolado fraco.

Palavras-chave


Cucurbita pepo; PRSW-W; Proteção cruzada; Produção

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DOI: https://doi.org/10.5007/%25x

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Biotemas. UFSC, Florianópolis, SC, Brasil, eISSN 2175-7925

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