“Peixe sabido, que enxerga de longe”: Conhecimento ictiológico tradicional na Chapada Diamantina, Bahia

Autores

  • Flávia de Barros Prado Moura Universidade Federal de Alagoas
  • José Geraldo Wanderley Marques Universidade Federal Rural de Pernambuco.
  • Eliane Maria de Souza Nogueira Universidade Estadual de Feira de Santana.

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7925.2008v21n3p115

Palavras-chave:

Chapada Diamantina, Conhecimento tradicional, Etnoecologia

Resumo

O conhecimento ictiológico tradicional de uma população de pescadores   da Área de Proteção Ambiental (APA) de Marimbus-Iraquara (Bahia,  Brasil) foi estudado neste trabalho. Os dados foram obtidos por meio de entrevistas livres e semi-estruturadas, observações diretas, turnês  guiadas e coletas de material zoológico. O conhecimento sobre compor-tamento de 21 espécies de peixes é apresentado. Os fenômenos etológicos percebidos e descritos pelos pescadores foram agrupados em  17 etnocategorias etológicas as quais se relacionam com: reprodução,  comportamento de fuga, predação, comportamento social, ou ainda a respostas a estímulos artificiais. Os resultados revelam a existência de  um amplo conhecimento ecológico tradicional sobre as espécies e os ecossistemas locais, particularmente no que se refere à ictiofauna.

Biografia do Autor

Flávia de Barros Prado Moura, Universidade Federal de Alagoas

Bióloga, Licenciada em Biologia pela Universidade Federal de Alagoas (1992), Mestre em Biologia Vegetal pela Universidade Federal de Pernambuco (1997) e Doutora em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Federal de São Carlos (2002). Atualmente é professor das Ecologia Aplicada e Biodiversidade, Sociedade e Desenvolvimento para o Curso de Graduação em Ciências Biológicas da Universidade Federal de Alagoas. Orienta Alunos de Mestrado no PRODEMA e no Programa Diversidade Biologica e Conservação Nos Tropicos (UFAL). É Professora Permanente do Mestrado de Ecologia Humana e Gestão Socioambiental da UNEB, onde leciona a disciplina Ecologia e Contemporaneidade. Tem experiência na área de Ecologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Áreas Naturais Protegidas, Uso e Manejo Tradicional dos Recursos Naturais, Conservação em Paisagens Fragmentadas e Recuperação de Áreas Degradadas.Certificado pelo autor em 05/09/11

José Geraldo Wanderley Marques, Universidade Federal Rural de Pernambuco.

possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (1968), graduação em História Natural pela Universidade Católica de Pernambuco (1968), mestrado em Zoologia pela Universidade de São Paulo (1979), doutorado em Ecologia pela Universidade Estadual de Campinas (1991) e pós-doutorado em Ecologia Humana pela Universidade Estadual de Campinas (2005) Atualmente é professor titular da Universidade Estadual de Feira de Santana. Tem experiência na área de Ecologia, com ênfase em Etnoecologia, atuando principalmente nos seguintes temas: etnoecologia, ecologia, etnobiologia, biodiversidade e estuários. Membro da Sociedade Brasileira de Etnobiologia e Etnoecologia; da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e da Associação Universitária Internacional. Certificado pelo autor em 16/12/

Eliane Maria de Souza Nogueira, Universidade Estadual de Feira de Santana.

Possui graduação em Ciências Biológicas pela Faculdade de Filosofia do Recife (1984), mestrado em Ciências Biológicas (Zoologia) pela Universidade Federal da Paraíba (2000) e doutorado em Ciências Biológicas (Zoologia) pela Universidade Federal da Paraíba (outubro de 2005). Atualmente é efetivo da UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA-UNEB CAMPUS VIII. Tem experiência na área de Zoologia, atuando principalmente nos seguintes temas: zooplâncton, comunidades tradicionais, moluscos.Certificado pelo autor em 16/04/11

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Publicado

2008-01-01

Edição

Seção

Artigos