Densidade e distribuição espacial do caranguejo Ocypode quadrata (Fabricius, 1787) (Crustacea, Ocypodidae) em três praias arenosas do Espírito Santo, Brasil

Autores

  • Ciro Colodetti Vilar de Araujo Universidade Federal do Paraná, Curitiba – PR, Brasil
  • Daniel de Melo Rosa Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte – MG, Brasil
  • Joelson Musiello Fernandes Universidade Estadual de Santa Cruz Ilhéus – BA, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7925.2008v21n4p73

Palavras-chave:

Impacto antrópico, Vila Velha, Caranguejo-fantasma, Guruçá

Resumo

A densidade relativa (no de tocas/m2) e a distribuição espacial do caranguejo Ocypode quadrata foram avaliadas em três praias arenosas do município de Vila Velha-ES: Itaparica, Itapoã e Praia da Costa. Nas três praias, as amostragens foram conduzidas nos dias 25/05, 13/06, 26/06 e 11/07/2006. Em cada dia, foram distribuídos aleatoriamente por praia, dois transectos de 5m de largura perpendiculares a linha d’água, divididos em retângulos de 2 x 5m, abrangendo toda faixa de areia. Em cada transecto, todas as tocas foram contadas, os diâmetros da abertura foram medidos (mm) e a localização em relação à linha d’água de cada toca foi anotada. A praia de Itaparica apresentou a maior densidade média de tocas (média = 0,33, DP = ± 0,26), seguida pela Praia da Costa (0,16 ± 0,14) e Itapoã (0,08 ± 0,02). Com relação ao diâmetro das tocas, Itaparica e Itapoã possuíram as maiores médias (16,2 ± 8,88; 16,2 ± 8,91, respectivamente) e Praia da Costa a menor (12,6 ± 6,40). A densidade e o diâmetro das tocas diferiram signifi cativamente entre as praias. Foi observado que as tocas de menor diâmetro predominaram nas áreas próximas à linha d’água e as tocas com maiores diâmetros na parte superior da praia. O fluxo de pessoas e a passagem do veículo de limpeza parece influenciarem na densidade e nos padrões de distribuição espacial encontrados para O. quadrata.

Biografia do Autor

Ciro Colodetti Vilar de Araujo, Universidade Federal do Paraná, Curitiba – PR, Brasil

Núcleo de Atividades Ambientais (NATIVA), Av. Hugo Musso, 1333, Apto 1106 CEP 29101-280, Vila Velha – ES, Brasil  Pós-Graduação em Ecologia e Conservação, Setor de Ciências Biológicas Universidade Federal do Paraná, Curitiba – PR, Brasil

Daniel de Melo Rosa, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte – MG, Brasil

Núcleo de Atividades Ambientais (NATIVA), Av. Hugo Musso, 1333, Apto 1106 CEP 29101-280, Vila Velha – ES, Brasil

Pós-Graduação em Zoologia de Vertebrados
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte – MG, Brasil

Joelson Musiello Fernandes, Universidade Estadual de Santa Cruz Ilhéus – BA, Brasil

Núcleo de Atividades Ambientais (NATIVA), Av. Hugo Musso, 1333, Apto 1106 CEP 29101-280, Vila Velha – ES, Brasil

Pós-Graduação em Sistemas Aquáticos Tropicais, Universidade Estadual de Santa Cruz Ilhéus – BA, Brasil

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Publicado

2011-09-05

Edição

Seção

Artigos