Comportamento de vacas leiteiras submetidas a um manejo aversivo

Autores

  • Maria José Hötzel Universidade Federal de Santa Catarina
  • Carla Christina de Miranda Gomes Universidade Federal de Santa Catarina
  • Luiz Carlos Pinheiro Machado Filho Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7925.2009v22n1p135

Palavras-chave:

Gado de leite, Relação humano-animal, Distância de fuga, Etologia, Bem-estar animal

Resumo

Em pequenas propriedades leiteiras, devido à falta de instalações adequadas para o manejo, as vacas podem ser contidas e submetidas à inspeção ou tratamento veterinário no seu ambiente de ordenha, o que, por sua vez, pode influenciar o comportamento dos animais, perturbando a rotina de manejo. Sete vacas leiteiras, mantidas em sistema intensivo de pastoreio rotativo e ordenhadas duas vezes por dia por dois manejadores, foram expostas a um minucioso exame clínico, durante três dias consecutivos. Dados comportamentais antes e depois do procedimento foram analisados através de uma análise de variância. O comportamento das vacas durante o procedimento indicou forte aversividade. O tratamento não influenciou a distância de fuga mantida em relação ao veterinário ou a uma pessoa desconhecida pelas vacas, avaliadas antes e após o procedimento veterinário (veterinário: antes = 1,2±0,1; após 0,8±0,2; desconhecido: 1,0±0,2 após 1,2±0,2; p=0,3), nem o número de interações agonísticas no grupo, observadas antes (7,1±2) e após (11,5±3) o procedimento (p=0,3), ou um escore de reatividade atribuído a cada animal (p=0,2). Estes resultados não permitem concluir que a aplicação repetida e inevitável de procedimentos veterinários no ambiente da ordenha influencia o comportamento das vacas durante a ordenha ou a sua reatividade ao homem.

Biografia do Autor

Maria José Hötzel, Universidade Federal de Santa Catarina

Laboratório de Etologia Aplicada Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural Universidade Federal de Santa Catarina
Rodovia Admar Gonzaga, 1346, CEP 88.034-001, Florianópolis – SC, Brasil

Carla Christina de Miranda Gomes, Universidade Federal de Santa Catarina

Laboratório de Etologia Aplicada Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural Universidade Federal de Santa Catarina
Rodovia Admar Gonzaga, 1346, CEP 88.034-001, Florianópolis – SC, Brasil

Luiz Carlos Pinheiro Machado Filho, Universidade Federal de Santa Catarina

Laboratório de Etologia Aplicada Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural Universidade Federal de Santa Catarina
Rodovia Admar Gonzaga, 1346, CEP 88.034-001, Florianópolis – SC, Brasil

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Publicado

2009-08-31

Edição

Seção

Artigos