Técnicas nucleadoras na restauração de floresta ribeirinha em área de Floresta Ombrófila Mista, Sul do Brasil

Autores

  • Deisy Regina Tres EMBRAPA
  • Ademir Reis EMBRAPA

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7925.2009v22n4p59

Palavras-chave:

Banco de sementes, Chuva de sementes, Nucleação, Poleiros artificiais, Transposição de solo.

Resumo

Em função de sua significativa importância no histórico de ocupação da região Sul do Brasil, a Floresta Ombrófila Mista, especialmente no Planalto Norte Catarinense, foi alvo de intenso processo de extrativismo, substituição da cobertura vegetal original por áreas agrícolas e pastagens. Atualmente sofre outro grande impacto que são os reflorestamentos homogêneos com espécies do gênero Pinus. O quadro atual caracteriza-se pela necessidade da restauração da conectividade local da paisagem, no sentido de restaurar as áreas ribeirinhas degradadas, buscando refazer níveis de conectividade entre os fragmentos e as áreas a restaurar. Este estudo investigou o papel do banco e da chuva de sementes de fragmentos ribeirinhos conservados adjacentes às áreas degradadas e a eficácia de técnicas nucleadoras na restauração das áreas ribeirinhas degradadas em fazendas produtoras de Pinus taeda L. Foram coletadas amostras do banco e da chuva de sementes de fragmentos conservados e implantadas técnicas de transposição de solo e poleiros artificiais nas áreas abertas degradadas. As áreas ribeirinhas mostraram potencial para dar início ao processo sucessional secundário, permitindo a formação de fases sucessionais iniciais. O uso de técnicas nucleadoras mostrou a possibilidade de acelerar o processo sucessional e indicaram a importância de estabelecer pontos de ligação entre áreas abertas e fragmentos conservados.

Biografia do Autor

Deisy Regina Tres, EMBRAPA

Laboratório de Restauração Ambiental Sistêmica
Departamento de Botânica, Universidade Federal de Santa Catarina
Caixa Postal 476, CEP 88010-970, Florianópolis, SC – Brasil

Ademir Reis, EMBRAPA

Laboratório de Restauração Ambiental Sistêmica
Departamento de Botânica, Universidade Federal de Santa Catarina
Caixa Postal 476, CEP 88010-970, Florianópolis, SC – Brasil

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Publicado

2009-06-03

Edição

Seção

Artigos