Colonização de substrato artificial por macroinvertebrados límnicos, no delta do rio Jacuí (RS, Brasil)

Autores

  • Daniel Pereira EMBRAPA
  • Maria Cristina Dreher Mansur EMBRAPA
  • Cecília Volkmer-Ribeiro EMBRAPA
  • Márcia Divina de Oliveira EMBRAPA
  • Cíntia Pinheiro dos Santos EMBRAPA
  • Paulo Eduardo Aydos Bergonci EMBRAPA

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7925.2010v23n1p101

Palavras-chave:

Bioinscrustação, Biomonitoramento, Epizoísmo, Limnoperna fortunei, Trochospongilla paulula

Resumo

Com a finalidade de avaliar a colonização de um substrato artificial por macroinvertebrados límnicos, foram realizados experimentos em duas estações de coleta no delta do rio Jacuí, em Porto Alegre (RS, Brasil): Canal do Jacuí (CJ) e Cais do Porto (PO). Os substratos foram constituídos de garrafa PET com uma malha interna de nylon. Os organismos que apresentaram os maiores valores de densidade média no substrato artificial exposto no CJ foram L. fortunei (8229,0ind.m-2), Chironomidae (188,9ind.m-2) e Heleobia piscium (39,6ind.m-2) e no PO, L. fortunei (3233,0ind.m-2), Chironomidae (288,9ind.m-2) e Oligochaeta (211,1ind.m-2). Trochospongilla paulula apresentou uma área de cobertura de bioincrustação de 0,016m2, equivalente a 31,1%, da superfície externa do substrato (PET). A esponja de água doce, Trochospongilla paulula, também cresceu sobre as valvas dos mexilhões (epizoísmo). Por meio do teste T de Student foram verificadas diferenças significativas (p=0,01) entre os valores de densidade média de Oligochaeta verificados no CJ (menor valor) e PO (maior valor). Também foram verificadas diferenças altamente significativas (p<0,0001) entre as áreas de bioincrustação de T. paulula verificados no CJ (maior valor) e PO (menor valor). Os valores de densidade média dos demais taxa nos substratos expostos no CJ e PO não diferiram estatisticamente. O substrato foi adequado para amostrar macroinvertebrados, sobretudo poríferos, grupo de difícil amostragem.

Biografia do Autor

Daniel Pereira, EMBRAPA

Centro de Ecologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Avenida Bento Gonçalves, 9500, Setor 4, CEP 91540-000, Porto Alegre – RS, Brasil

Maria Cristina Dreher Mansur, EMBRAPA

Centro de Ecologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Avenida Bento Gonçalves, 9500, Setor 4, CEP 91540-000, Porto Alegre – RS, Brasil

Cecília Volkmer-Ribeiro, EMBRAPA

Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul

Márcia Divina de Oliveira, EMBRAPA

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Centro de Pesquisa Agropecuária do Pantanal

Cíntia Pinheiro dos Santos, EMBRAPA

Centro de Ecologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Avenida Bento Gonçalves, 9500, Setor 4, CEP 91540-000, Porto Alegre – RS, Brasil

Paulo Eduardo Aydos Bergonci, EMBRAPA

Centro de Ecologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Avenida Bento Gonçalves, 9500, Setor 4, CEP 91540-000, Porto Alegre – RS, Brasil

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Publicado

2010-04-26

Edição

Seção

Artigos