Alelopatia de extratos aquosos de Duranta repens sobre a germinação e o crescimento inicial de Lactuca sativa e Lycopersicum esculentum

Autores

  • Junior Borella Universidade Federal de Pelotas, Instituto de Biologia - Departamento de Bioquímica
  • Celia Maria Tur
  • Lindamir Hernandez Pastorini

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7925.2010v23n2p13

Palavras-chave:

Crescimento inicial, Efeito alelopático, Germinação, Pingo-de-ouro

Resumo

Alelopatia pode ser definida como efeito maléfico ou benéfico que uma planta exerce sobre a outra por meio de compostos químicos liberados no meio ambiente. No presente trabalho, foram investigados os efeitos alelopáticos de extratos aquosos de folhas frescas, secas e frutos de pingo-de-ouro na germinação e no crescimento

inicial da alface e tomate. Extratos aquosos foram preparados nas concentrações de 1%, 2% e 4% (m/v) e
caracterizados quanto ao pH e potencial osmótico. Também foram realizadas análises fitoquímicas das folhas e frutos. Para a germinação foram avaliados a porcentagem de germinação (PG), a velocidade de germinação (VG)
e o índice de velocidade de germinação (IVG). O crescimento inicial foi avaliado pelo comprimento (radicular e da parte aérea) e pela massa (fresca, seca e conteúdo de água). Extratos de folhas frescas e secas alteraram a PG do tomate e a VG e IVG da alface e tomate. Todos os extratos alteram o comprimento radicular da alface e do tomate, o comprimento da parte aérea e a massa (seca e fresca) da alface. A análise fitoquímica revelou a presença de saponinas e flavonóides. A ação dos extratos foi desassociada de qualquer efeito do potencial
osmótico e do pH, indicando, portanto, atividade alelopática.

Biografia do Autor

Junior Borella, Universidade Federal de Pelotas, Instituto de Biologia - Departamento de Bioquímica

Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (2008). Tem experiência na área de Botânica, com ênfase em Ecofisiologia Vegetal. Atualmente é Pós-Graduando em nível de mestrado em Fisiologia Vegetal na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e trabalha com metabolismo vegetal (bioquímica) e em nível de especialização em Gestão Ambiental e Recursos Hídricos na URI (Universidade Regional Integrada - Campus de Frederico Westphalen.

Celia Maria Tur

Pós-graduação em Gestão Ambiental e Recursos Hídricos em andamento. Possui graduação no Curso de Ciências Biológicas pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Campus de Frederico Westphalen, área de botânica.

Lindamir Hernandez Pastorini

Possui graduação em Ciências Licenciatura Curta pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande (1991), graduação em Ciências Licenciatura Plena Em Biologia pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande (1993), mestrado em Fisiologia Vegetal pela Universidade Federal de Pelotas (1998) e doutorado em Ciências, área de concentração Produção Vegetal, pela Universidade Federal de Pelotas (2003). Possui experiência docente no ensino superior, lecionando disciplinas de Botânica e fisiologia vegetal na graduação e pósgraduação. Orientou diversos acadêmicos em trabalhos de TCC e iniciação científica. Coordenou projetos de pesquisa em fisiologia vegetal, com ênfase em ecofisiologia vegetal, trabalhando com germinação de sementes, propagação de plantas medicinais e alelopatia.

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Publicado

2010-04-08

Edição

Seção

Artigos