Modelos experimentais para indução de cirrose hepática em animais: Revisão de literatura

Cristiane Carlin Passos, Amanda Olivotti Ferreira, Francisco Javier Hernandez Blazquez, Ricardo Romão Guerra

Resumo


O fígado desempenha papel homeostático fundamental no equilíbrio de numerosos processos biológicos. Cirrose hepática é uma síndrome, na qual convergem algumas doenças hepáticas crônicas, ocorrendo lesão hepatocelular seguida de deposição exacerbada de tecido fibroso ocasionando desorganização da arquitetura tecidual. O fígado está sujeito à lesão potencial por uma grande quantidade de agentes farmacológicos, tóxicos e/ou microbiológicos. Para o estudo de possíveis tratamentos para a cirrose, é necessário o estabelecimento de modelos animais de indução de cirrose, principalmente em roedores de laboratório que mimetizem o processo cirrótico encontrado em animais e homem, que tenham alta reprodutibilidade, homogeneidade e baixa mortalidade. Sendo assim, a indução de cirrose hepática torna-se primordial para investigar doenças hepáticas crônicas, como também para testar possíveis tratamentos terapêuticos para posterior utilização na clínica veterinária e humana. Tetracloreto de Carbono- CCl4, Tiocetamida – TAA e Dimetilnitrosamina – DMN têm sido as drogas de eleição para a indução da cirrose experimental em ratos, e são os modelos analisados neste trabalho. O modelo cirrótico com a TAA se mostrou ser o mais promissor pelos seguintes motivos: produz padrão histológico mais próximo ao da cirrose humana, com menor mortalidade, maior reprodutibilidade e segurança, apesar do período de indução ser maior (14 semanas).


Palavras-chave


Cirrose hepática; Indução; Modelos experimentais; Rato; Tioacetamida

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7925.2010v23n2p183

Direitos autorais 2011 Cristiane Carlin Passos, Amanda Olivotti Ferreira, Francisco Javier Hernandez Blazquez, Ricardo Romão Guerra

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Biotemas. UFSC, Florianópolis, SC, Brasil, eISSN 2175-7925

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