Ocorrência e identificação dos agentes etiológicos de doenças em palma forrageira (Opuntia ficus-indica Mill.) no seminário paraibano

Autores

  • Anne Evelyne Franco de Souza Universidade Federal da Paraíba
  • Luciana Cordeiro Nascimento Universidade Federal da Paraíba
  • Egberto Araújo Universidade Federal da Paraíba
  • Edson Batista Lopes Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba
  • Francisca Maria Souto Universidade Federal da Paraíba

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7925.2010v23n3p11

Palavras-chave:

Fitopatógenos, Palma gigante, Scytalidium lignicola, semiárido

Resumo

A palma forrageira (Opuntia ficus-indica Mill.), cactácea intensamente cultivada nas regiões secas no Nordeste do Brasil, apesar de bem adaptada aos rigores climáticos do semiárido, é acometida por importantes problemas fitossanitários, como pragas e doenças, responsáveis por perdas significativas na produção. O presente trabalho objetivou investigar a ocorrência e diversidade dos agentes etiológicos das doenças de palma cultivadas em 38 municípios do semiárido paraibano. As análises foram desenvolvidas no Laboratório de Fitopatologia do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba, em Areia - PB. A partir de raquetes doentes, foram feitos isolamentos, multiplicação e identificações dos microorganismos encontrados. A identificação dos microrganismos foi feita através de observações das características macro e micromorfológicas das culturas e testes de Gram e de patogenicidade. Constatou-se grande incidência e diversidade de microorganismos nos palmais paraibanos pesquisados, detectando-se principalmente a ocorrência de fungos. Os fungos de maior ocorrência foram: Scytallidium lignicola, Alternaria tenuis, Macrophomina phaseolina, Cladosporium cladosporides, Lasiodiplodia theobromae, Fusarium oxysporum f. sp. opuntiarum, Curvularia lunata, Aspergillus niger, Nigrospora sphaerica, Colletotrichum gloeosporioides, Exserohilum turcicum, Pestalotia pitospora, Rhizopus stolonifer, Rhizoctonia solani e Sphaceloma protearum. Também foi detectada uma bactéria, suspeitando-se pertencer ao gênero Erwinia. O fechamento dos Postulados de Koch comprovou a natureza infecciosa dos microorganismos detectados. Observou-se maior ocorrência do fungo S. lignicola, causador da doença podridão escamosa em 100% das localidades pesquisadas, fato bastante preocupante, tendo em vista que a progressão da doença pode acarretar perdas significativas ma produção.

Biografia do Autor

Anne Evelyne Franco de Souza, Universidade Federal da Paraíba

Mestrado em Programa de Pós-Graduação em Agronomia pela Universidade Federal da Paraíba, Brasil(2007)
Professor 3º Grau Classe Assistente Nível I da Universidade Federal da Paraiba (CCA) , Brasil

Luciana Cordeiro Nascimento, Universidade Federal da Paraíba

Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal da Paraíba (1995), mestrado em Fitossanidade pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (1998) e doutorado em Fitopatologia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (2003). Atualmente é professor titular de Fitopatologia da Universidade Federal da Paraíba. Tem experiência na área de Fitossanidade, com ênfase em Fitopatologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Controle natural de fitopatógenos, patógenos pós-colheita, manejo integrado de doenças.

Egberto Araújo, Universidade Federal da Paraíba

Doutorado em Agronomia (Fitopatologia) pela Universidade Federal de Viçosa, Brasil(1988)
Professor Associado I da Universidade Federal da Paraíba , Brasil

Edson Batista Lopes, Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba

Doutorado em Agronomia pela Universidade Federal da Paraíba, Brasil(2007)
Pesquisador A da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária , Brasil

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Publicado

2010-01-01

Edição

Seção

Artigos