Distribuição e conservação de peixes anuais (Cyprinodontiformes: Rivulidae) no município do Chuí, sul do Brasil

Autores

  • Matheus Vieira Volcan Instituto Pró-Pampa
  • Luis Esteban Krause Lanés Universidade Vale dos Sinos (Unisinos)
  • Morevy Moreira Cheffe GEEPAA

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7925.2010v23n4p51

Palavras-chave:

Área úmida, Austrolebias, Peixes ameaçados, Unidade de conservação

Resumo

Este estudo baseia-se em levantamentos de campo realizados no período de agosto de 2004 a junho de 2009, objetivando a divulgação de dados sobre a ocorrência, distribuição e conservação de peixes anuais no município do Chuí. Quatro espécies foram registradas: Austrolebias charrua Costa e Cheffe, Austrolebias luteofl ammulatus (Vaz-Ferreira, Sierra-de-Soriano e Scaglia-de-Paulete), Austrolebias prognathus (Amato) e Cynopoecilus melanotaenia (Regan), capturados em 14 diferentes pontos amostrais, distribuídos nas várzeas dos arroios Chuí e São Miguel, e marginais à estrada da Barra do Chuí. Todos os locais onde foram registradas populações de peixes anuais no Chuí estavam alterados por alguma forma de atividade antrópica, advinda principalmente da cultura do arroz e do pisoteio do gado. A principal área de ocorrência de anuais no município, e a de maior relevância para a conservação, está localizada nas várzeas do arroio Chuí.

 

Biografia do Autor

Matheus Vieira Volcan, Instituto Pró-Pampa

Possui graduação em Ecologia pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel). Concluiu mestrado em Aquicultura pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG) em 2009, onde desenvolveu projeto com crescimento e reprodução de peixes anuais ameaçados de extinção. Tem experiência na área de cultivo, ecologia e zoologia de peixes, atuando nos seguintes temas: inventários ictiofaunísticos, EIA/RIMA, laudos, monitoramentos e pesquisas com ictiofauna. Estuda comunidade, diversidade e conservação de peixes de riacho e de peixes anuais endêmicos e ameaçados de extinção. Atualmente é coordenador geral do Instituto Pró-Pampa e membro do Laboratório de Ictiologia da mesma instituição.

Luis Esteban Krause Lanés, Universidade Vale dos Sinos (Unisinos)

Possui graduação em Ecologia pela Universidade Católica de Pelotas (2005). É aluno do programa de pós-graduação em Biologia - Diversidade e Manejo da Vida Sivestre (nível mestrado) da Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos) e bolsista do CNPq através do Laboratório de Ecologia e Conservação de Ecossistemas Aquáticos. Tem experiência na área de Zoologia, principalmente Ictiologia, assim como Ecologia, com ênfase em Ecologia Aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: inventários ictiofaunísticos, EIA, RIMA, monitoramentos e pesquisa.

Morevy Moreira Cheffe, GEEPAA

Ictiólogo autodidata. Trabalha com ecologia e taxonomia de peixes, sendo co-autor de oito novas espécies (2001-2009) e redescrevendo e revalidando outras três (2001-2010). Atuou como colaborador do Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter da Universidade Federal de Pelotas (1989-1994) e do Museu de História Natural da Universidade Católica de Pelotas (1998-2005), onde organizou as respectivas coleções ictiológicas. Trabalha com consultoria ambiental, participando de inventários ictiofaunísticos, EIA/RIMA, monitoramentos e pesquisas com peixes. É fundador do Grupo Especial de Estudo e Proteção do Ambiente Aquático do Rio Grande do Sul, onde foi membro da coordenadoria de 1991 a 2007. Atualmente é curador da coleção científica de peixes do GEEPAA-RS e membro do Conselho Científico da União Sul-Americana de Estudos da Biodiversidade (USEB).

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Publicado

2010-01-01

Edição

Seção

Artigos