Dispersão zoocórica e hidrocórica marítima de Opuntia monacantha (Willd.) Haw. (Cactaceae)

Autores

  • Maurício Lenzi Instituto Universitario de Investigación - CIBIO.
  • Josy Zarur de Matos

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7925.2012v25n1p47

Palavras-chave:

Cactos, Didelphis, Frugivoria, Invasão marinha, Restinga

Resumo

Adaptações evolutivas na morfologia e fisiologia das cactáceas têm sido associadas aos seus mecanismos de dispersão e colonização. Os mecanismos e modos de dispersão de Opuntia monacantha (Willd.) Haw. (Cactaceae) foram caracterizados em duas praias de Florianópolis, SC, Brasil. Um marsupial do gênero Didelphis (Mammalia: Didelphidae) foi o único frugívoro e, portanto, dispersor de frutos, apresentando locais específicos para alimentação. A hidrocoria marítima ocorreu após a invasão marinha sobre a vegetação de restinga, caracterizando-se pela dispersão de cladódios e frutos em várias épocas do ano. Descreve-se pela primeira vez a ação do mar como potencial dispersor para uma espécie de cactos.

Biografia do Autor

Maurício Lenzi, Instituto Universitario de Investigación - CIBIO.

Graduado pela Universidade Regional de Blumenau - FURB (2002), concluiu o mestrado em Recursos Genéticos Vegetais (2003) e o Doutorado em Ciências (2008), ambos pela Universidade Federal de Santa Catarina. Atualmente, cursa pós-doutorado na Universidad de Alicante, ESP., onde é pesquisado pelo grupo "Botánica y Conservación Vegetal" do  Instituto Universitario de Investigación - CIBIO. Pesquisa nas áreas de Biologia Reprodutiva, Ecologia e Taxonomia vegetal.

Josy Zarur de Matos

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Publicado

2011-12-07

Edição

Seção

Artigos