Conhecimento popular: impactos e métodos de controle de Achatina fulica em Valença – RJ, Brasil

Autores

  • Evelyn Chicarino Durço Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Lidiane Cristina Silva Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
  • Tércia Santos Vargas Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Vinícius Maríns Carraro Centro Universitário Geraldo Di Biase

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7925.2013v26n1p189

Palavras-chave:

Controle, Levantamento epidemiológico, Molusco terrestre

Resumo

O objetivo deste estudo foi verificar a incidência do caramujo africano Achatina fulica no bairro Cambota, Valença-RJ, Brasil, e investigar as estratégias de controle adotadas pela população. Questionários epidemiológicos aplicados a 105 moradores averiguaram a existência de contato deles com o animal, o risco de contágio por parasitos, por conta dos hábitos de higiene, e os métodos de controle adotados. A presença dos moluscos foi relatada em 52,5% das residências visitadas. Dessas, 51,4% apresentaram roedores. Moluscos coletados foram analisados quanto à presença de nematoides. Nas residências positivas para a presença de A. fulica foi relatado contato direto com os moluscos (21,9%) por manuseio (muitas vezes inadequado) ou por ingestão. Todos os entrevistados disseram utilizar alguma técnica para higienização dos alimentos e 67,6% relataram conhecer a angiostrongilíase. Todos os entrevistados disseram praticar o extermínio dos moluscos, 28,5% desses efetuando a quebra da concha. Apesar da alta incidência de A. fulica, não foram encontradas larvas de Angiostrongylus sp. ou de outros nematoides de importância médico-veterinária nos espécimes analisados.



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Publicado

2012-12-11

Edição

Seção

Artigos