Fauna de flebotomíneos (Diptera: Psychodidae) em área endêmica de leishmaniose visceral canina na região metropolitana de São Luís – MA, Brasil

Tatiane Aranha da Penha, Ana Clara Gomes dos Santos, José Manuel Macário Rebêlo, Jorge Luis Pinto Moraes, Rita de Maria Seabra Nogueira de CandanedoGuerra

Resumo


Este estudo objetivou identificar a fauna de Phlebotominae (Diptera Psychodidae) em área com ocorrência de leishmaniose visceral do município de São Luís, MA. A captura dos flebotomíneos foi realizada no distrito do Tirirical, com o uso de armadilhas luminosas do tipo CDC no intradomicílio e peridomicílio (abrigo de animais) das 18 às 6 horas, uma vez por mês, em quatro pontos fixos de coleta, de agosto de 2005 a julho de 2006. Um total de 4.326 flebotomíneos (machos: 2.808/64,9% e fêmeas: 1.518/35,1%) foi capturado. Sete espécies foram identificadas: Lutzomyia longipalpis (Lutz & Neiva) (2.317/53,5%), L. whitmani (Antunes & Coutinho) (1.761/40,7%), L. antunesi (Coutinho) (120/2,8%), L. evandroi (Costa Lima & Antunes) (99/2,3%), L. sordellii (Shannon & Del Ponte) (14/0,3%), L. flaviscutellata (Mangabeira) (12/0,3%) e L. richardwardi (Ready & Fraiha) (3/0,1%). Lutzomyia longipalpis e L. whitmani, as espécies mais prevalentes, ocorreram durante todo o ano. A presença de L. longipalpis explica a transmissão de casos autóctones de leishmaniose visceral canina. Destaca-se, ainda, a presença de L. whitmani e L. flaviscutellata, vetores de Leishmania braziliensis and L. amazonensis, agentes etiológicos de leishmaniose cutânea e/ou mucocutânea e leishmaniose cutânea difusa, respectivamente.


Palavras-chave


Leishmaniose; Maranhão; Phlebotominae

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7925.2013v26n2p121

Direitos autorais 2013 Tatiane Aranha da Penha, Ana Clara Gomes dos Santos, José Manuel Macário Rebêlo, Jorge Luis Pinto Moraes, Rita de Maria Seabra Nogueira de CandanedoGuerra

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Biotemas. UFSC, Florianópolis, SC, Brasil, eISSN 2175-7925

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