Resiliência de um cerradão submetido a perturbações intermediárias na transição Cerrado-Amazônia

Fernando Elias, Beatriz Schwantes Marimon, Letícia Gomes, Mônica Forsthofer, Mariângela Fernandes Abreu, Simone Almeida Reis, Eddie Lenza, Daniel David Franczak, Ben Hur Marimon-Junior

Resumo


O objetivo do presente estudo foi testar a hipótese de que remanescentes de florestas, mesmo em pequenas unidades de conservação e sujeitos a perturbações intermediárias, são resilientes. Para isso, as distribuições de diâmetros e alturas da comunidade e das espécies mais abundantes de um cerradão (14°42’02,3”S e 52°21’02,6”W) foram analisadas e comparadas em intervalos de dois a três anos em um período de oito anos. Em 2002, 2005, 2008 e 2010 foram medidas todas as árvores vivas com diâmetro ≥ 5 cm a 0,3 m do solo em 50 parcelas de 10 x 10 m. Mesmo com variações significativas na densidade, a distribuição de diâmetros e alturas da comunidade manteve o padrão de “J-reverso” e unimodal, respectivamente, indicando recrutamento contínuo e poucas mudanças na estrutura ao longo dos anos inventariados, corroborando a hipótese do presente estudo. Entre as espécies analisadas foram observados três padrões de distribuição diamétricas que provavelmente refletem diferentes estratégias de ocupação da floresta. Hirtella glandulosa foi a espécie mais apta a explorar os recursos do ambiente, apresentando as maiores abundâncias e indivíduos distribuídos em todas as classes de diâmetros.


Palavras-chave


Distribuição de diâmetros; Fogo; Mato Grosso; Seca; Unidades de conservação

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7925.2013v26n3p49

Direitos autorais 2013 Fernando Elias, Beatriz Schwantes Marimon, Letícia Gomes, Mônica Forsthofer, Mariângela Fernandes Abreu, Simone Almeida Reis, Eddie Lenza, Daniel David Franczak, Ben Hur Marimon-Junior

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Biotemas. UFSC, Florianópolis, SC, Brasil, eISSN 2175-7925

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