Variação sazonal no número de capturas de Artibeus lituratus (Olfers, 1818) e Sturnira lilium (É. Geoffroy St.-Hilaire, 1810) (Chiroptera: Phyllostomidae) no estrato superior de um remanescente de Mata Atlântica no sul do Brasil

Autores

  • Fernando Carvalho Universidade Federal do Paraná; Universidade do Extremo Sul Catarinense
  • Marta Elena Fabián Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • João Odair Menegheti Especialista associado Sul América Programa de Wetlands International.

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7925.2014v27n3p131

Palavras-chave:

Artibeus lituratus, Floresta Ombrófila Densa, flutuação populacional, Sazonalidade, Sturnira lilium

Resumo

O presente estudo teve como objetivo analisar a ocorrência de variações sazonais no número de captura de Artibeus lituratus e Sturnira lilium nos estratos superiores de remanescente de Mata Atlântica, no sul do Brasil. O estudo foi desenvolvido no município de Pedras Grandes, extremo sul de Santa Catarina. Os quirópteros foram capturados com redes de neblina, instaladas no dossel e sub-dossel. Para verificar se houve diferença no número de capturas entre as estações, utilizou-se o teste qui-quadrado (χ2) com nível de significância de 0,05 e, quando necessário, qui-quadrados (χ2) parciais. Artibeus lituratus apresentou diferenças significativas entre as estações, com o maior número de capturas ocorrendo no outono. Em S. lilium, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas. A variação sazonal observada para A. lituratus, pode estar relacionado a sua dieta baseada principalmente em frutos que apresentam variação sazonal em sua disponibilidade. Para S. lilium além da dieta, baseada principalmente em plantas que não apresentam variações sazonais na disponibilidade de frutos, a altimetria da área de estudo e suas variações de temperatura parecem também explicar a ausência de variação sazonal.

Biografia do Autor

Fernando Carvalho, Universidade Federal do Paraná; Universidade do Extremo Sul Catarinense

Programa de Pós-raduação em Zoologia; Departamento de Ciências Biológicas

Marta Elena Fabián, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Instituto de Biociências, Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS.

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Publicado

2014-06-23

Edição

Seção

Artigos