Aspectos morfométricos do tubo digestório de Roeboides xenodon e Orthospinus franciscensis

Autores

  • José Fernando Marques Barcellos Universidade Federal do Amazonas
  • Erika Branco Universidade Federal Rural da Amazônia, Belém, Pará, Brasil
  • Daylla Pontes Universidade Federal do Amazonas - UFAM

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7925.2014v27n3p139

Palavras-chave:

Esôfago, Ictiologia, Intestino, Morfologia, Orthospinus, Roeboides

Resumo

Roeboides xenodon (dentudo) e Orthospinus franciscensis (piaba-facão) são peixes teleósteos de pequeno porte com hábitos alimentares onívoros. Com o objetivo de estudar a morfologia do tubo digestório exemplares de O. franciscensis (n=25) e de R. xenodon (n=16) foram coletados na bacia do rio São Francisco, represa de Três Marias – MG, e fixados em formol a 4%. Em ambas as espécies, o esôfago curto teve início na região cefálica e, após o septo transverso, continuou na cavidade peritoneal até à primeira região do estômago. Em R. xenodon, o esôfago apresentou pregas primárias espessas, estreitas e dispostas longitudinalmente, separadas por sulcos profundos e bordas livres e retas e pregas secundárias entre estas. Em O. franciscensis, o esôfago apresentou pregas primárias espessas e largas, longitudinais, sem sulcos profundos, mas com bordas livres e poucas anastomoses. O estômago é do tipo cecal, em “Y”. Os intestinos apresentaram duas porções: a anterior, mais longa e circunvoluta e a posterior, curta e linear. O início do intestino posterior foi demarcado pela alteração abrupta do padrão da mucosa. O esfíncter anal delimitou posteriormente o tubo digestório. O tubo digestório de ambas as espécies é completo e as adaptações tróficas encontradas no aparelho digestório são condizentes com o hábito alimentar carnívoro.

Biografia do Autor

José Fernando Marques Barcellos, Universidade Federal do Amazonas

Possui graduação em Biologia pela Universidade Federal de Viçosa, mestrado em Biologia de Água Doce e Pesca Interior pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e doutorado em Ciências Morfológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi aluno Especial do Curso de Medicina da UFAM. É professor e orientador na Pós gaduação em Imunologia Básica e Aplicada da Universidade Federal do Amazonas. Tem experiência nas áreas de Biologia e Medicina, com ênfase em Anatomia Patológica, atuando principalmente em Histopatologia. Utiliza a histotecnia e a bioengenharia celular como ferramenta de pesquisa na área biológica e da saúde. Pós doutorado em cultura de células condrogênicas e terapia celular pelo Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Rio de Janeiro.

Erika Branco, Universidade Federal Rural da Amazônia, Belém, Pará, Brasil

Coordenadora Laboratório de Pesquisa Morfológica Animal da Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Federal Rural da Amazônia, Belém, Pará, Brasil.

Daylla Pontes, Universidade Federal do Amazonas - UFAM

Graduada em Zootecnia pela Universidade Federal do Amazonas, atuando principalmente na área de animais de labotório nos seguintes temas: Controle Zootécnico de Animais de Laboratório, Manejo das Colônias, Sexagem, Controle genético.

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Publicado

2014-06-06

Edição

Seção

Artigos