Bromélias na Caatinga: um oásis para os invertebrados

Autores

  • Priscila Islair Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, UESB, campus de Jequié
  • Karine Santana Carvalho UESB, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
  • Fábio Cop Ferreira UNESP, Universidade Estadual Paulista"Júlio de Mesquita Filho"
  • Juliana Zina Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7925.2015v28n1p67

Palavras-chave:

Aechmea bromeliifolia, Bromeliaceae, Conservação, Fauna associada, Semiárido brasileiro

Resumo

A família Bromeliacea apresenta diversas adaptações que promovem a ocorrência de seus representantes em muitas fitofisionomias, incluindo a Caatinga. A forma de suas folhas em roseta gera uma cisterna ou tanque, onde há um acúmulo de água rica em nutrientes. Esse arranjo fornece um micro-habitat para reprodução, alimentação e desenvolvimento larval de muitos invertebrados. Com o objetivo de inventariar a fauna associada de invertebrados e testar a hipótese de que sua composição varia sazonalmente, realizamos duas campanhas durante os períodos de chuva (Fevereiro de 2011) e seca (Agosto de 2012) na Floresta Nacional (Flona) de Contendas do Sincorá, município de Contendas do Sincorá, estado da Bahia, Brasil. Delimitamos 15 parcelas de 5 m x 5 m ao longo de uma trilha de 355 m nas quais coletamos duas bromélias terrestres da espécie Aechmea bromeliifolia por parcela. Posteriormente analisamos a riqueza, abundância e composição de invertebrados em cada planta. A riqueza de táxons não diferiu entre as estações e foi considerada alta para a Caatinga. A abundância e a composição, entretanto, variaram entre as estações chuvosa e seca. O presente estudo mostrou a importância das bromélias para a comunidade de invertebrados da Caatinga local, pois representam o único recurso de água disponível. Nossos resultados fornecem um “insight” para estudos mais profundos das interações planta-animal e para a conservação de animais e plantas da Caatinga.

 

Biografia do Autor

Priscila Islair, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, UESB, campus de Jequié

Departamento de Ciências Biológicas, Laboratório de Zoologia de Vertebrados

Karine Santana Carvalho, UESB, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Graduada em Biologia pela Universidade Estadual de Santa Cruz (1995), mestre em Entomologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (1997) e doutora em Zoologia pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (2009). Atualmente sou professora da classe Adjunto da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Campus Jequié. Minha linha de pesquisa está relacionadas à conservação da biodiversidade. Tenho particular interesse pelas interações formiga-planta e bioperturbação de saúvas. Minha maior experiência em pesquisas tem sido na floresta amazônica, mas no momento desenvolvo pesquisas utilizando formigas como bioindicadores de alterações ambientais na caatinga e mata de cipó (domínio da mata atlântica) no semi-árido baiano.

Fábio Cop Ferreira, UNESP, Universidade Estadual Paulista"Júlio de Mesquita Filho"

Graduação (Bacharelado e Licenciatura), Mestrado e Doutorado em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Atualmente é pós-doutorando pela mesma instituição trabalhando com modelos de dinâmica populacional em peixes migradores. Tem experiência na área de Ecologia de peixes, atuando nos seguintes temas: ecologia de comunidades, medidas de diversidade, zonação longitudinal em bacias litorâneas, integridade biótica, estatística básica e multivariada.

Juliana Zina, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Graduação em Ciência Biológicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2003), mestrado em Ciencias Biologicas (Zoologia) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2006) e doutorado em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2010). Atualmente é professora adjunto da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Tem experiência na área de Zoologia, com ênfase em Comportamento Animal, Biologia e Ecologia reprodutiva de anuros.

Publicado

2014-11-18

Edição

Seção

Artigos