Animais menos carismáticos são mais propensos a atropelamento: atitudes humanas em relação a pequenos animais nas estradas brasileiras

Paulo C. M. D. Mesquita, Victor Mendes Lipinski, George Lucas Sá Polidoro

Resumo


Estradas são fontes longas e intermitentes de diminuição da vida selvagem devido aos seus efeitos indiretos, como fragmentação de hábitat, ou seus efeitos diretos, como a constante mortalidade por atropelamentos. Assim, alguns estudos indicam que parte desses atropelamentos pode ser intencional e passível de ser evitada. Nós investigamos se diferentes grupos de pequenos animais apresentaram diferentes taxas de atropelamento e como o “carisma” afeta as chances de sobrevivência de um animal nas rodovias. Durante nosso experimento, nós quantificamos as taxas de atropelamento de modelos de aranhas, serpentes, pintos e folhas de árvore (controle) em três rodovias de diferentes volumes de tráfego. Constatamos que serpentes e aranhas foram consistentemente atropeladas com maior frequência que os pintos e as folhas. Também observamos que os pintos foram os únicos modelos resgatados pelos humanos. Concluímos que as chances de sobrevivência dos pintos é a maior entre os modelos testados e isso se deve ao valor carismático atribuído a eles pelos seres humanos, em comparação a serpentes e aranhas. Sugerimos a veiculação de campanhas na mídia que visem a aumentar a conscientização do público quanto à conservação da vida selvagem como uma ferramenta útil para solucionar o problema do atropelamento intencional de pequenos animais.


Palavras-chave


Aranhas; Conflitos com a vida selvagem; Conservação; Ecologia de estradas; Serpentes

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7925.2015v28n1p85

Direitos autorais 2015 Paulo C. M. D. Mesquita, Victor Mendes Lipinski, George Lucas Sá Polidoro

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Biotemas. UFSC, Florianópolis, SC, Brasil, eISSN 2175-7925

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