Propagação in vitro de sacaca (Croton cajucara Benth.): entendimentos sobre a dificuldade no desenvolvimento de protocolos de micropropagação da espécie

Autores

  • Tatiane Loureiro da Silva Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre – IFAC, Campus de Xapuri, Rua Coronel Brandão, nº 1622, CEP: 69.930-000, Xapuri – AC.
  • Maria Aparecida Alves Pereira Engenheira agrônoma, Universidade Federal do Acre, Centro de Ciências Biológicas e da Natureza Campus Universitário, BR-364, Km 04, CEP: 69.920-900, Rio Branco – AC.
  • Jonny Everson Scherwinski-Pereira Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Av. W5 Norte (final), Parque Estação Biológica, CEP 70770-917, Brasília - DF

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7925.2015v28n4p41

Palavras-chave:

Amazônia, Croton spp., Contaminação microbiana, Linalol, Plantas medicinais, Organogênese

Resumo

A sacaca é uma planta medicinal do bioma Amazônico e tem sido considerada como substituta do pau-rosa (Aniba roseodora) na produção de linalol. Este trabalho objetivou avaliar a propagação vegetativa in vitro de sacaca, incluindo o estabelecimento de propágulos do campo, protocolos de descontaminação e a determinação de taxas de multiplicação, além de descrever aspectos limitantes da cultura durante os trabalhos in vitro. Foram utilizadas microestacas de 1,0 cm, com uma gema axilar, coletadas de plantas adultas do campo. Tratamentos de desinfestação foram testados no estabelecimento, além de se avaliar a influência do mês do ano da coleta sobre as taxas de contaminação. Após desinfestadas, as microestacas foram inoculadas em tubos de ensaio com meio MS, suplementado com BAP (0, 1, 2 e 3 mg L-1) e AG3 (0 e 0,5 mg L-1). Foi obtido o estabelecimento in vitro da sacaca com 41,9% das microestacas brotadas. A taxa de contaminação alcançou 58,1% (65,4% de origem fúngica e 34,6% de origem bacteriana), com maior ocorrência quando os propágulos foram coletados entre os meses de outubro e janeiro, os mais chuvosos da região amazônica. O aumento nas concentrações de BAP e AG3 no meio de cultura melhorou as taxas de multiplicação do material. Apesar dos resultados obtidos, a espécie apresenta uma série de peculiaridades e limitações ao cultivo in vitro que foram identificadas e relatadas neste trabalho.

 

Biografia do Autor

Tatiane Loureiro da Silva, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre – IFAC, Campus de Xapuri, Rua Coronel Brandão, nº 1622, CEP: 69.930-000, Xapuri – AC.

Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Acre (2008), mestrado em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas (2010) e doutorado em Fisiologia e Bioquímica de Plantas, pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ-USP) (2013). Durante o doutorado, realizou doutorado sandwich pela University of California Davis, California, United States of America. Atualmente é bolsista CNPq pela EMBRAPA/Cenargem em parceria com a FUNTAC, onde realiza atividades relacionadas ao estabelecimento in vitro e estratégias de multiplicação clonal de bambu (Guadua sp). Tem experiência em Biotecnologia Vegetal com ênfase em Biologia Molecular e Cultura de Tecidos Vegetais, atuando principalmente nos seguintes temas: transformação genética, silenciamento gênico via interferência por RNA, e micropropagação

Maria Aparecida Alves Pereira, Engenheira agrônoma, Universidade Federal do Acre, Centro de Ciências Biológicas e da Natureza Campus Universitário, BR-364, Km 04, CEP: 69.920-900, Rio Branco – AC.

possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal do Acre (2004) . Atualmente é pesquisa da Universidade Federal do Acre. Tem experiência na área de Botânica , com ênfase em Taxonomia Vegetal.

Jonny Everson Scherwinski-Pereira, Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Av. W5 Norte (final), Parque Estação Biológica, CEP 70770-917, Brasília - DF

é pesquisador bolsista de produtividade em pesquisa pelo CNPq, com graduação em Engenharia Agronômica, especialização em Biotechnologie et Amélioration des Plantes pela École Nationale Superieure Agronomique de Toulouse, ENSAT, França, e doutorado em Ciências pela Universidade Federal de Pelotas. Entre 2010 e 2011 foi pesquisador visitante da Scottish Crop Research Institute (SCRI), Escócia, UK. Atualmente é pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen) e Professor Orientador credenciado em nível de mestrado e doutorado dos Programas de Pós-Graduação em Botânica pela Universidade de Brasília (PPGBOT - UnB), em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas (PPGBIOTEC - UFAM) e de Biodiversidade e Biotecnologia pela Rede Bionorte de Pós-Graduação (PPG-BIONORTE). Além disso, é orientador colaborador do Curso de Pós-Graduação em Ciências Florestais (PG/EFL) da Universidade de Brasília (UnB). É consultor científico de várias revistas nacionais e internacionais, além de Fundações Estaduais de Apoio a Pesquisa, CNPq e Universidades. Tem experiência na área de Ciências Agrárias, com ênfase no Uso e Conservação de Recursos Genéticos Vegetais, Fisiologia do Desenvolvimento Vegetal, Clonagem e Conservação ex situ de palmeiras, Biotecnologia vegetal aplicada e biofábrica de plantas. Atua principalmente nos seguintes temas: conservação de recursos genéticos de plantas, propagação de plantas a partir do cultivo de células, tecidos e órgãos vegetais, micropropagação, embriogênese somática e cultura de células de plantas, microrganismos endofíticos e contaminantes in vitro, além de temas relacionados com análises de citometria de fluxo em plantas.

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Publicado

2015-09-25

Edição

Seção

Artigos